Estação das Docas (Foto: divulgação)

Estação das Docas (Foto: divulgação)

O primeiro dia de programação do 23º Encontro Anual da Compós será na Estação das Docas. Lá os participantes farão o credenciamento e acompanharão o seminário internacional e a cerimônia de abertura, com a entrega do prêmio às melhores teses e dissertações. Podem aproveitar também para conhecer os diferentes espaços da Estação e explorar um pouco da pluralidade da cultura paraense.

Em seus mais de 32 mil metros quadrados, distribuídos entre a orla de frente para a Baía do Guajará, os galpões de ferro que acolhem lojas, restaurantes e outros espaços, o teatro Maria Sylvia Nunes e o terminal de passageiros com o anfiteatro de São Pedro Nolasco, a Estação reúne em um só lugar a diversidade de sabores, de artesanato e de ritmos e espetáculos culturais que caracteriza a região. É uma boa opção de lazer em Belém.

O espaço de três armazéns da Estação das Docas tinha antes como função abrigar o comércio de produtos que entravam e saiam da região. O antigo porto de Belém foi construído no século XIX, todo caracterizado por um estilo arquitetônico que marcou a cidade até o início do século XX: o ideal burguês importado da Europa se fez presente em diversas construções em ferro, que iam desde os edifícios públicos a objetos de usos domésticos.

O terminal de passageiros, que abriga o anfiteatro da Estação, é o espaço que guarda o pedaço mais antigo da história de Belém. O lugar foi originalmente construído em 1665, para a defesa da cidade. Entretanto, durante a Cabanagem, movimento popular de tomada do controle da cidade contra os governantes da época, em 1825, acabou destruído, restando poucas marcas desse período.

No ano 2000, todo esse ambiente que guarda parte da memória da cidade foi entregue restaurado e revitalizado. A Estação das Docas faz 14 anos neste maio, mês da Compós. Hoje, a Estação recebe um público de 3,5 mil pessoas diariamente. O que representa mais de 1 milhão de pessoas por ano que vêm aproveitar as opções de gastronomia, vestuário e entretenimento. São mais de 250 mil atrações anuais, entre a programação fixa e os diversos eventos realizados, como espetáculos de dança, teatro, música e cinema. Tudo isso com vista para as águas que banham a cidade.

Serviço

A Estação das Docas funciona diariamente. Nos galpões, artistas locais se apresentam no palco deslizante, que transita suspenso sobre os visitantes. Aos fins de semana, o ambiente cultural ganha reforço dos projetos Pôr-do-Som, Pôr-do-Sol e Palco Livre, que garantem atrações diversas para todos os tipos de público. Para mais informações, visite o site: www.estacaodasdocas.com.br.

 

Diogo Miranda