Cidade Universitária da UFPA, em Belém (Foto: Alexandre Moraes/UFPA)

Cidade Universitária da UFPA, em Belém (Foto: Alexandre Moraes/UFPA)

Muitas comunidades na Amazônia vivem às margens de rios, fazendo deles o seu sustento e delineando seus modos de vida no correr das águas. Essas comunidades e sua gente são chamadas de “ribeirinhas”, adjetivo mais que apropriado também para a Universidade Federal do Pará (UFPA), que vai sediar o 23º Encontro Anual da Compós.

Criada e desenvolvida nos primeiros anos da instituição, a partir de 1957, a Cidade Universitária é uma das obras do professor emérito da UFPA Alcyr Meira, arquiteto que projetou o Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão. Ela recebe o nome daquele que foi seu segundo reitor, Prof. José da Silveira Netto, homenagem feita em 2007. Fica localizada às margens do rio Guamá, em Belém, em uma área de 45 mil metros quadrados, sendo a maior Instituição de Ensino Superior da região.

Dentro da UFPA funcionam dois campi, 11 dos 14 institutos existentes, a Reitoria e as sete Pró-Reitorias que cuidam da administração da universidade, além de uma Prefeitura, o Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza, uma Farmácia Universitária, entre outros espaços.

Para alimentar a comunidade acadêmica de conhecimento, existe a cinquentenária Biblioteca Central Clodoaldo Beckman, com um acervo de 900 mil volumes, nos suportes impresso, digital e on line, incluindo obras raras que preservam a história da Amazônia. Já para alimentar o corpo, há dois Restaurantes Universitários (RUs), que juntos oferecem mais de 4,8 mil refeições diárias com qualidade e preço baixo, além de outras opções de lanchonetes e restaurantes particulares.

Mais do que um ambiente estudantil, a Cidade Universitária é um grande – e encantador – espaço de convivência e lazer. A área verde e a belíssima orla, a famosa beira do rio – que dá nome ao jornal da instituição –, fazem com que a UFPA seja um dos campi universitários mais bonitos do Brasil. Alguns espaços já são bastante conhecidos, como a Capela e o Espaço Cultural Vadião, pontos de encontros culturais diversos.

De todas as belezas da Cidade Universitária, a estudante de Letras Cíntia Magalhães destaca justamente a sensação de estar tão perto das águas: “Ver o sol de manhã e, ao mesmo tempo, sentir o friozinho do vento que vem do rio, tudo isso te dá tranquilidade para começar o dia bem. Além disso, quando vejo os barcos passando, eu me lembro de quando ia para uma escola ribeirinha em Muaná, toda manhã.”

Gustavo Ferreira

 

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