Conselho da COMPÓS aprova normas e calendário da Reclivagem dos Grupos de Trabalho
O Conselho da COMPÓS aprovou, por unanimidade, por meio de consulta online finalizada em 31 de outubro de 2025, as normas e o calendário do processo de Reclivagem dos Grupos de Trabalho previsto para ocorrer em 2026. As normas aplicadas na última reclivagem foram mantidas e podem ser acessadas por este link: https://compos.org.br/normas-de-reclivagem-dos-gts/ O Conselho também aprovou o seguinte calendário: Etapa Data Início das discussões para proposição e reproposição dos GTs Novembro de 2025 Circulação das propostas na lista da COMPÓS para discussão de ementa, título etc. entre os participantes Até 17 de abril 2026 Apresentação das propostas para o Conselho (nesta reunião, os pesquisadores que estão propondo GTs na qualidade de coordenadores devem comparecer ao encontro online do Conselho para apresentar suas propostas, já com o número mínimo de signatários e de acordo com as normas) Última semana de abril de 2026 Circulação das propostas finais na lista para obtenção de novos signatários Entre 17 de abril e 15 de maio de 2026 Envio das propostas finais com signatários para apreciação do Conselho Até 20 de maio de 2026 Votação pelo Conselho 12 de junho de 2026
Anais do 34o Encontro Anual da Compós
Estão disponíveis os anais do Encontro Anual da Compós de 2025.Acesse neste link.
Compós entrevista: Igor Lucas Ries, autor da tese vencedora do Prêmio Compós 2024
A Compós entrevistou Igor Lucas Ries, doutor e mestre em Comunicação e Linguagens (Universidade Tuiuti do Paraná), graduado em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda (UniBrasil) e em Licenciatura em Pedagogia (UniBagozzi), e autor da tese vencedora do Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela 2024. Sua pesquisa, intitulada “Somos Autistas”: uma cartografia afetiva de enunciados de neurodivergentes no Instagram, investiga como autistas utilizam esta rede social para expressar suas demandas, mobilizar vulnerabilidades e buscar reconhecimento de sua autonomia. Compós: Para iniciar a nossa conversa, gostaria de perguntar qual é a importância, ou o impacto, do Prêmio Compós em sua trajetória? Seja no âmbito profissional, acadêmico e/ou pessoal. Igor Lucas Ries: O Prêmio Compós representa, para mim, um reconhecimento muito significativo em múltiplos âmbitos. No plano profissional, ele fortalece a minha atuação junto às diversidades, atestando sua relevância para o campo da Comunicação e para os estudos sobre neurodiversidade e redes sociais. Essa premiação amplia as possibilidades de interlocução com outros pesquisadores e instituições, potencializando parcerias e desdobramentos futuros. No âmbito acadêmico, é a validação de uma trajetória de pesquisa comprometida com metodologias sensíveis e com a escuta de sujeitos historicamente silenciados. O prêmio reafirma a importância de se pensar a comunicação a partir das experiências liminares, das subjetividades e dos afetos. Pessoalmente, esse reconhecimento tem um valor imenso, pois celebra também uma caminhada profundamente implicada, que nasce do amor e da experiência concreta de ser pai de uma criança autista. É, portanto, um marco que entrelaça minha vida pessoal, minha militância e minha atuação como pesquisador, renovando meu compromisso ético e afetivo com a pauta da neurodiversidade. Compós: E como a sua experiência pessoal, como pai de uma criança autista, influenciou a escolha do tema e a abordagem da pesquisa? Igor: Minha experiência como pai do Davi foi determinante, tanto na escolha do tema quanto na forma como conduzi a pesquisa. A convivência diária com o autismo me sensibilizou para as questões de reconhecimento, estigma e autonomia que atravessam a vida dos sujeitos neurodivergentes. Foi essa experiência que despertou em mim o desejo de compreender mais profundamente os modos como pessoas autistas constroem e compartilham seus discursos nas redes sociais. Ela também determinou uma abordagem metodológica que não fosse apenas analítica, mas principalmente afetiva, ética e implicada. Como pai e pesquisador, compreendo que não ocupo o lugar do autista nem falo por eles, mas posso e devo me colocar numa escuta sensível, respeitosa e responsável. Por isso, adotei a cartografia afetiva como metodologia, reconhecendo que a minha trajetória pessoal é parte constitutiva do processo investigativo. Foi através dela que consegui acolher a potência política e transformadora dos discursos autistas, sem perder de vista que minha posição é a de alguém que aprende, se afeta e se compromete. Compós: Quais foram os desafios metodológicos, e da cartografia em especial, em um estudo sobre autismo e redes sociais? Igor: O principal desafio metodológico foi conciliar a complexidade e o volume dos dados empíricos com uma abordagem que privilegia a escuta afetiva e a atenção às subjetividades. A cartografia, enquanto método que segue o rizoma e opera por constelações, exige uma disposição para o percurso, para a incerteza e para os desvios. O que, por vezes, é difícil num campo que também demanda sistematicidade e rigor. Além disso, o contexto das redes sociais digitais, especialmente o Instagram, apresenta especificidades técnicas e éticas importantes: o acesso aos perfis, a negociação dos termos de consentimento, e a necessidade de respeitar profundamente a privacidade e as intenções comunicacionais dos sujeitos autistas. Outro desafio foi manejar as próprias afetividades que emergem no processo investigativo, já que, sendo um pesquisador implicado, precisei acolher as afetações que os discursos e experiências dos sujeitos pesquisados provocaram em mim, transformando-as em elemento constitutivo da análise e não em obstáculo. A cartografia, nesse sentido, revelou-se não apenas uma técnica, mas uma postura ética de pesquisa, que exigiu entrega, vulnerabilidade e um compromisso constante com o respeito à alteridade. Compós: Sobre as constelações temáticas, quais foram as mais recorrentes nas publicações analisadas? E como elas refletem as demandas e vulnerabilidades dos autistas? Igor: As constelações temáticas mais recorrentes foram: (1) Protagonismo e modo de ser, (2) Capacitismo e violências, e (3) Autismo adulto, profissão e outras relações. A constelação “Protagonismo e modo de ser” foi a mais expressiva, refletindo a potência dos sujeitos neurodivergentes em se autodefinirem e narrarem suas experiências com autonomia. Esses enunciados manifestam a busca por afirmar um modo de ser autista, resistindo às tentativas de normalização ou apagamento. Já a constelação “Capacitismo e violências” evidencia as marcas das violências simbólicas e estruturais sofridas por essas pessoas, especialmente no que tange à invisibilização, ao estigma e aos preconceitos interseccionais. É um espaço de denúncia, mas também de redefinição, onde os sujeitos confrontam os esquemas normativos de julgamento que os afetam. Por fim, a constelação “Autismo adulto, profissão e outras relações” traz à tona questões relacionadas à vida adulta, à inserção profissional, à afetividade, à espiritualidade e ao lazer, mostrando que os sujeitos autistas reivindicam o reconhecimento pleno de sua autonomia relacional e da legitimidade de seus modos de vida. Essas constelações refletem, portanto, as vulnerabilidades enfrentadas, mas também as estratégias de resistência e as demandas por justiça, reconhecimento e inclusão. Compós: Olhando agora, com a distância que só o tempo pode proporcionar, de que maneira a sua pesquisa contribui para a discussão sobre neurodiversidade e autonomia no contexto brasileiro? Igor: A minha pesquisa contribui para a discussão sobre neurodiversidade e autonomia ao oferecer uma cartografia sensível dos modos como sujeitos autistas, no Brasil, produzem e compartilham seus discursos nas redes sociais, especialmente no Instagram. Ela evidencia que esses sujeitos não são apenas destinatários de políticas públicas ou diagnósticos clínicos, mas protagonistas de processos comunicacionais que buscam transformar a estrutura das vulnerabilidades que os afetam. Ao analisar como, por meio de suas enunciações, eles questionam normas, reivindicam reconhecimento e elaboram novas condições de autonomia, a pesquisa fortalece o movimento da neurodiversidade como um campo político e cultural. Além disso, ao articular referenciais internacionais sobre neurodiversidade com o contexto brasileiro,
Compós entrevista: Maíra Menezes Gondim, menção honrosa de dissertação do Prêmio Compós 2024
A Compós entrevistou Maíra Menezes Gondim, mestra em Informação e Comunicação em Saúde (Fiocruz), graduada em Comunicação Social – Jornalismo (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), e autora da dissertação que recebeu a menção honrosa do Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela 2024. Sua pesquisa, intitulada Ciência na televisão durante a pandemia de covid-19: análise da cobertura sobre as vacinas em Fantástico e Domingo Espetacular, investiga como os dois programas abordaram a ciência e as vacinas durante a pandemia, destacando as diferenças na construção discursiva da ciência e considerando o contexto de polarização política e desinformação. Compós: Como você recebeu a notícia da menção honrosa? E quais foram os impactos desse reconhecimento na sua pesquisa, vida profissional e pessoal? Maíra Menezes Gondim: Fiquei muito feliz, muito mesmo. Primeiro fiquei surpresa quando o programa me indicou e aí depois a Compós selecionou os finalistas e recebi a menção honrosa. Então fiquei muito feliz mesmo. Um reconhecimento de um trabalho acadêmico que, para mim, foi uma experiência muito nova, porque eu já tenho bastante tempo de atuação profissional no jornalismo, na imprensa e depois na comunicação da Fiocruz. E a experiência acadêmica foi uma novidade e muito desafiador desenvolver esse olhar sobre a minha própria prática profissional. Foi muito enriquecedor também observar o papel da comunicação na pandemia, observar como o jornalismo e a ciência interagem e o que isso representa. E aí o reconhecimento da Compós coroa isso de uma forma linda que me deixou muito honrada. O impacto que isso teve para mim foi de me estimular para continuar na pesquisa. Eu continuo trabalhando e pretendo seguir para o doutorado, e isso reforçou a ideia de me dedicar ainda mais à pesquisa. Compós: A sua pesquisa não é só da época da pandemia mas também sobre a pandemia. Como nasceu a motivação para estudar as vacinas, a ciência e a postura jornalística? Maíra: O meu projeto já começou na pandemia, né? Com distanciamento social, todo mundo em casa, trabalhando… Na assessoria de imprensa da Fiocruz, eu observei muito do jornalismo também porque a gente estava em casa e ficava assistindo televisão, ouvindo notícia, lendo, tentando saber onde a gente ia chegar naquele momento de total incerteza. Isso chamou minha atenção, no primeiro momento, para a questão da incerteza científica. Como é que se comunicava a ciência? Que ficava em constante transformação e grande parte do conhecimento não existia. Era um desafio como profissional comunicar isso e, pensando num projeto acadêmico, como é que o jornalismo divulga uma ciência que ainda não tem as suas conclusões, que está em construção? Só que dentro do mestrado esse olhar foi muito refinado, como eu te falei, eu não tinha experiência acadêmica. Então, com o estudo de autores da Comunicação e da Saúde, a área de enfoque da minha dissertação, dentro do meu programa de pós-graduação, das relações, da construção de sentidos… O olhar foi mudando um pouco e ao mesmo tempo a questão das vacinas ganhou muito relevo nesse período. Qual tema a gente pode analisar para observar essa relação entre jornalismo e ciência? A gente fala das vacinas, mas diferente de várias pesquisas que discutem muito essa questão em si. A gente está olhando para a ciência, como que a ciência está aparecendo na cobertura das vacinas. A vacina foi questão central ali naquele ano e uma questão também que mobilizava não só o jornalismo, mas a sociedade. E aí a gente pode falar de rede social, de desinformação… A vacina mobilizava muito os discursos. A gente até analisou vários temas antes de decidir por esse e todos eles, em algum momento, se você fosse falar de tratamento, o próprio distanciamento social, eles nunca ficaram restritos à ciência, quase nada. Eu acho que nada ficou restrito a um campo só. Eram temas que a ciência tinha a sua fala, mas vários outros atores tinham as suas faltas. Então a vacina com esse destaque que teve, ainda atraindo sentidos no Brasil, muito importantes na nossa história de vacinação… A gente falou “isso é um tema interessante pra gente ver essa ciência em construção no contexto da pandemia”. E não foi uma decisão só minha, foi em parceria com a minha orientadora, Janine Cardoso. Numa sociedade que hoje é muito mais polifônica do que já foi, o jornalismo é uma voz… Quando a gente escolheu o objeto televisão, a cobertura televisiva, ela teve muito destaque em um certo momento da pandemia, de um distanciamento social muito intenso, quando as pessoas ficaram realmente dentro de casa. E depois, isso até em termos de audiência, não se manteve, voltou ao que era antes. Hoje em dia, compete com todas as outras mídias que a gente tem, né? Não tem o destaque que teve no passado, mas é uma voz que a gente achou que cabia olhar. Compós: Sobre a polarização política e a desinformação, que são dois temas que aparecem na sua dissertação, como influenciaram a sua abordagem de pesquisa? Maíra: A pesquisa foi pensada tendo isso como um pano de fundo. Existe uma interação do jornalismo com um contexto, né? Sempre existe. A gente fala não só de polarização política, mas de ascensão da extrema direita e do momento que o Brasil vivia, que era o governo Jair Bolsonaro, que tinha um posicionamento muito específico em relação a esses temas e que era, talvez na maior parte, contrário ao da ciência, aos consensos científicos. E a desinformação, que não está dissociada disso, não é a desinformação do tema das vacinas. Algumas pesquisas mostram que ela foi fortemente associada ao bolsonarismo nas redes, mas que não está restrita a isso. O anti-vacina existe antes disso, embora ele não tivesse a mesma atenção no Brasil. Mas ele tem outras questões, com a relação da sociedade com a ciência, com as próprias vacinas, com o modelo econômico da produção, enfim. Não é que a escolha desse objeto tenha sido motivada por esses temas, porque talvez eu fosse estudar a desinformação nas redes sobre as vacinas… Nessa hora a gente escolheu pensar o
Compós entrevista: Daniela Borges de Oliveira, autora da dissertação vencedora do Prêmio Compós 2024
A Compós entrevistou Daniela Borges de Oliveira, mestra em Comunicação (Universidade Estadual Paulista), graduada em Jornalismo (Universidade Metodista de Piracicaba), e autora da dissertação vencedora do Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela 2024. Sua pesquisa, intitulada Experiência estética em ambiente de partilhas: interações de ouvintes e podcasters do Afetos e Não Inviabilize, investiga como se dá a experiência estética dos ouvintes desses dois podcasts, produzidos por mulheres negras que compartilham histórias e experiências pessoais, suas e dos e das ouvintes, em grupos no Telegram. Compós: Qual a importância do prêmio para você? Como esse reconhecimento impactou a sua trajetória? Daniela Borges de Oliveira: O prêmio foi para mim uma conquista de perceber o que é a trajetória da pesquisa. Deu certo que a investigação tinha relevância, os resultados eram importantes. O extremo cuidado da trajetória em si da pesquisa, tanto de descobrir como ser pesquisador no mestrado, até os métodos escolhidos, a ética da pesquisa… A vivência também no dia da entrega do prêmio e durante o evento foi muito importante para mim, porque ali eu me coloquei em contato com colegas, não só pesquisadores da Comunicação, mas do rádio, do podcast. E eu senti que esse lugar me colocou em destaque de alguma forma, que as pessoas agora reconhecem o meu trabalho, me reconhecem no campo. Então isso me ajudou, inclusive, para agora eu estar pensando de uma forma mais colaborativa, de como eu conduzo pesquisas. Onde eu estudo, que é na Unesp de Bauru, esse reconhecimento se estendeu também aos colegas, do interesse na minha pesquisa, os próprios professores usarem como exemplo. Então só trouxe resultados positivos e ainda está reverberando, o que é muito interessante e foi uma experiência que me incentivou a enviar trabalho esse ano pra Compós, foi a primeira vez que eu enviei e agora é aceito. Eu trago isso de herança, a experiência do ano passado, como um incentivo para participar esse ano. Compós: Por que você escolheu os podcasts “Afetos” e “Não Inviabilize”? E quais as características que tornaram esses dois podcasts ideais para sua investigação? Daniela: Eu já conhecia o podcast “Afetos” e foi o período da pandemia, de distanciamento social, em que as pessoas não se comunicavam e eu, pessoalmente, fui atrás de formas de me sentir acolhida. O “Afetos” eu comecei a ouvir muito mais durante esse distanciamento. E quando eu entrei no mestrado, foi um pouco nesse período também de finalização da pandemia, eu me senti acolhida pelas discussões sobre gênero, a vivência de ser mulher e aprendia muito também com a vivência que elas traziam como mulheres negras. A ideia deles era tratar do que as afetavam e eu me sentia afetada por elas, então eu fiquei pensando “será que tem outros podcasts? Que tenham esse teor de envolvimento com ouvinte?”. Porque é assim que eu me sinto, envolvida por elas. E aí, quando eu comecei a pensar nessa questão de experiências sensíveis dos ouvintes com podcasts, eu comecei a olhar características mais técnicas. Eu fiz parte do grupo do Telegram delas, agora se encerrou, mas ali com os ouvintes a discussão corria solta. A gente conversava diretamente entre si, não só com as profissionais. As pessoas acionavam uma experiência pessoal, íntima, de sobrevivências recentes, problemas, violências que viviam. Era um ambiente muito seguro. A ideia do “Não inviabilize” tem uma pegada bem diferente, não são debates, mas uma contação de histórias. Os ouvintes até participam no final com áudios, o programa também tinha um grupo no Telegram, então a minha seleção desse corpus foi porque elas criavam, por meio desse aplicativo de mensagem instantânea, um ambiente para o diálogo com os ouvintes. Aí tinham essas diferenças, que eu analisei também, como que se dá essa experiência do ouvinte considerando que elas têm esse espaço para se comunicar com eles diretamente? Se os ouvintes, da mesma forma que vai acontecer no “Afetos”, se relacionavam ou não, se era muito mais uma resposta aos episódios. Mas eu queria entender qual a potencialidade desses grupos em relação à afetação dos ouvintes, de trazerem experiências pessoais, se eram ambientes de diálogo mesmo. E foi assim que eu escolhi esses dois programas, por conta dessas características, tanto de comportamento humano, que elas tratavam de histórias reais, histórias de pessoas, sensíveis, mas também por conta de terem esse grupo para contato com os ouvintes, que eu chamei também de espectadores. Compós: Você fala sobre um conceito, a partilha sensível. Como ele se aplica dentro desses grupos? Como você conseguiu vislumbrá-lo? Daniela: A ideia de partilha sensível está muito dentro do apanhado teórico que fiz da comunicação como experiência estética. As partilhas sensíveis, do Rancière, trabalham essa ideia de que criam-se ambientes comuns de partilha. A gente pode pensar na sociedade, num grupo religioso… Que é quotidiano e que as pessoas estão ali, não só em consenso entre si, como trazendo dissensos. É um lugar em que as suas experiências sensíveis vão ser trazidas à tona, mas não só isso, como cada um tem as suas questões que se atravessam… Pessoas que são autorizadas ou não pela sociedade a falar e quem não consegue atingir esses lugares. Então, partilha sensível é essa forma de associar o que é da vivência sensível dos indivíduos, dos sujeitos com o que é da experiência política. Porque elas estão entrelaçadas, não é possível pensá-las isoladamente, pensar a comunicação como essa transmissão de informação, é uma comunicação que envolve diálogo, transformação. Que nas trocas a gente produz esses sentidos e vai reelaborando nossas experiências de vida. É nesse sentido de pensar esses espaços comuns que eu estava vendo nesses grupos. Que tipo de partilhas eles traziam, que experiências acionavam e como elas tinham relação com a identidade de cada um? Com um olhar mais de pertencer o coletivo, a potência política, considerar as opressões que cada um vive. Ela traz ainda esse olhar da sensibilidade, da experiência estética e que também é da outra teoria, das mediações, que vai pensar aquilo que nos atravessa no dia a dia, dos lugares que a
Compós entrevista: Rômulo Oliveira Tondo, menção honrosa de tese do Prêmio Compós 2024
A Compós entrevistou Rômulo Oliveira Tondo, doutor em Comunicação (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), mestre em Comunicação e graduado em Comunicação Social – Jornalismo (Universidade Federal de Santa Maria), e autor da tese que recebeu a menção honrosa do Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela 2024. Sua pesquisa, intitulada “Recepção de campanhas de prevenção ao suicídio entre jovens universitários”, investiga a comunicação dessas campanhas, sua recepção pelo público-alvo composto pelos estudantes universitários de medicina, e a cocriação de uma campanha interinstitucional. Compós: A primeira pergunta, que tenho feito a todos os entrevistados, é qual a importância deste reconhecimento para a sua trajetória? Rômulo Tondo: Ter o reconhecimento dela foi algo que é um divisor de águas, né? Uma associação que congrega todos os programas de pós-graduação do Brasil inteiro e a tua tese é reconhecida, por uma série de mecanismos. O impacto social, questões metodológicas e propriamente o impacto que ela tem dentro da comunidade científica… Eu acho que a Compós ela assina, reconhecendo que aquela pesquisa tem relevância para o teu campo, e ter essa assinatura é algo extremamente relevante. A gente passa por um duplo crivo, dentre as demais pesquisas que tiveram no meu programa de pós-graduação. E, depois, quando a Compós divulgou os vencedores, eu não acreditava. Você faz a pesquisa porque tem um envolvimento com o social… No meu caso, eu tive um tio que teve morte por suicídio, né? E a minha pesquisa, ela tem esse envolvimento com as campanhas de prevenção ao suicídio, tem um impacto social muito latente, tem um envolvimento que também é o afetivo. Assim, como seria o Rômulo de 15 anos atrás se tivesse uma campanha que pudesse alertar sinais de adoecimento mental e que poderiam, de certa forma, fazer com que tu tivesses um olhar maior sobre aquela situação que ocorreu? Eu acho que a Compós fez também com que eu retomasse algo que tinha adormecido em mim, que é fazer pesquisa. E como que eu, enquanto pesquisador da Comunicação, posso melhorar a vida das pessoas? Como isso reverbera nas minhas pesquisas, mas também nos projetos de extensão que eu desenvolvo? Atualmente eu desenvolvo um projeto sobre desinformação e saúde mental coordenado pela professora Luciana Carvalho, da UFSM… Com certeza, eu ter ganhado a menção honrosa fez com que outras pessoas também descobrissem meu projeto. Essa conexão, que a Compós propõe no Congresso em si, de congregar pesquisadores com alto impacto… E eu tenho que agradecer a Compós por isso, porque eu ainda continuo falando sobre a minha tese em 2025. Compós: Você já falou um pouco sobre isso, que é uma questão também pessoal, mas o que te motivou a escolher esse tema, especialmente entre os jovens universitários? Rômulo: Eu sempre falo porque quando a gente propõe uma pesquisa na seleção de doutorado, nem sempre fica com um orientador que você escolheu, né? Eu tive a grata satisfação de ser orientado por uma pessoa que eu escolhi, mas eu não pesquisava recepção. As minhas experiências são multidisciplinares, no TCC e no mestrado. No mestrado eu trabalhei com etnografia que me fez olhar o outro a partir do prisma da Antropologia, que é importante para nós que fazemos recepção. A gente está sempre preocupado para a produção de sentidos que um sujeito faz a partir de um produto midiático. No doutorado eu ia dar continuidade à minha pesquisa de mestrado, mas a minha orientadora conversou comigo. Nisso, circulou num e-mail da Compós um artigo sobre um estudo estadunidense falando que houve um aumento, no grupo de jovens do sexo masculino, de suicídios entre quem tinha consumido a série “Os 13 porquês”. E daí a gente pegou o texto para ler e falou assim: “não é assim, não é uma reação porque você assistiu alguma coisa”. E isso casou muito bem porque a gente tem uma vertente extremamente culturalista, de perceber na cultura o que está acontecendo para que as pessoas tenham um comportamento. E ela falou assim “tá, por que a gente não estuda as campanhas de prevenção ao suicídio?” E eu fiquei muito pensativo. Será que eu tenho capacidade de ter uma tese que vai falar sobre campanhas? E a partir daí eu comecei a ler sobre publicidade. E se for analisar, desde o TCC eu trabalho com o discurso publicitário, né? Eu falo pra Elisa (Piedras). Eu super fui orientado por ela. Eu fui o primeiro orientando de doutorado dela, então foi uma experimentação também para ela. No doutorado é um período de maturação muito grande, enquanto pesquisador, enquanto ser humano, e tu cria um laço. E voltando a questão, ela falou: “Rômulo, a gente entende de Comunicação, a gente não estuda Saúde”. Por mais que eu também tenha condições teóricas, a gente precisava de alguém da Saúde e surgiu o Pedro (Magalhães), meu coorientador, que é psiquiatra, professor do Programa de Pós-graduação em Psiquiatria. Então, ao mesmo tempo que eu tinha uma pesquisa, participava do grupo de pesquisa da Elisa e do Pedro, e ainda participava de projetos de extensão na área de saúde mental. Eu fiz parte de um projeto que é o Pega Leve, da faculdade de Medicina da UFRGS, mas que tem como principal foco trabalhar com a saúde mental para o estudante universitário. E eu saí totalmente transformado da minha experiência porque eu sou uma pessoa que me cobro muito em todos os aspectos, e na pesquisa me cobrava também. E daí eu aprendi uma palavrinha mágica que é autocompaixão. Nesse ambiente de produtividade da pós-graduação, como que eu posso ter a minha experiência de pós-graduando, de doutorando, participar de algumas equipes de trabalho dentro do programa, e a tese ter um resultado como teve, né? Então a Elisa, a experiência dela de maternar, de ser mãe, ela colocava assim: “nós temos que nos encontrar, produzir nesse tempo, porque quando eu chego em casa também tenho que cuidar de uma outra Elisa, que é uma mãe, que tem outras posições”. E eu me lembro que eu estudava, eu era bolsista, a
Resultado final do Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela Cañizal – 2025
TESE MELHOR TESE Título: A trama tecida por mulheres palestinas: relatos biográficos dos usos táticos de tecnologias digitaisAutoria: Simone Munir DahlehOrientação: Liliane Dutra BrignolPPG: Comunicação – UFSM MENÇÕES HONROSAS Título: O povo do raio: a cosmopolítica nos coletivos de cinema documentário entre os GuaraniAutoria: Iago PorfírioOrientação: José Francisco SerafimPPG: Comunicação e cultura contemporâneas – UFBA Título: Socialidade e desinformação: análise de imaginários sobre as vacinas contra a Covid-19 no X(antigo Twitter)Autoria: Luana Chinazzo MüllerOrientação: Juremir Machado da SilvaCo-orientação: Philippe Joron (Universidade Paul Valéry Montpellier 3)PPG: Comunicação social – PUC-RS DISSERTAÇÃO MELHOR DISSERTAÇÃO Título: Dilemas éticos de jornalistas brasileiros no jornalismo metrificadoAutoria: Marcel Hartmann PrestesOrientação: Thaís Helena FurtadoPPG: Comunicação – UFRGS MENÇÕES HONROSAS Título: Comunicar para resistir e existir: de rádio cipó à Rede de Radiofonia Indígena no Rio Negro – AmazonasAutoria: Raimundo Miguel BenjaminOrientação: Ivana Bentes OliveiraPPG: Comunicação social e cultura – UFRJ Título: O cinematógrafo em Santa Catarina 1897 – 1911Autoria: Bernardo SchmittOrientação: Fabián Rodrigo Magioli NúñezPPG: Cinema e audiovisual – UFF A Diretoria da Compós parabeniza os trabalhos premiados e agradece às comissões julgadoras, compostas por Alice Agnes Spíndola Mota (UFT), Ana Carolina Lima Santos (UFOP), Andre Fagundes Pase (PUC-RS), Camila Escudero (UMESP), Carlida Emerim (UFSC), Claudiane Carvalho (UFBA), Daniela Nery Bracchi (UFPE), Diego Moreira (UFPE), Elaine Javorski Souza (UFMA), Fábio Raddi Uchôa (UAM), Fellipe Sá Brasileiro (UFPB), Heloísa de Araújo Duarte Valente (UNIP), Igor Sacramento (UFRJ) (in memorian), Jorge Luiz Cunha Cardoso Filho (UFRB), Katarini Miguel (UFMS), Kérley Winques (UFJF), Laura Storch (UFSM), Lívia Moreira Barroso (UFPI), Nara Lya Cabral Scabin (PUC Minas) e Renan Albuquerque (UFAM).
Compós anuncia os finalistas do Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela Cañizal – 2025
TESE Título: A trama tecida por mulheres palestinas: relatos biográficos dos usos táticos de tecnologias digitaisAutoria: Simone Munir DahlehOrientação: Liliane Dutra BrignolPPG: Comunicação – UFSM Título: Mercado da atenção e voz: processos de participação em redes sociodigitais de comunicação comunitáriaAutoria: Cinthya Pires OliveiraOrientação: Adilson Vaz Cabral FilhoPPG: Mídia e cotidiano – UFF Título: O cinema de luta dos Mebêngôkre-Kayapó: as múltiplas dimensões de resistência nos filmes e práticas de produção do Coletivo BetureAutoria: Angela Nelly dos Santos GomesOrientação: Leandro Rodrigues LagePPG: Comunicação, cultura e Amazônia – UFPA Título: O povo do raio: a cosmopolítica nos coletivos de cinema documentário entre os GuaraniAutoria: Iago PorfírioOrientação: José Francisco SerafimPPG: Comunicação e cultura contemporâneas – UFBA Título: Socialidade e desinformação: análise de imaginários sobre as vacinas contra a Covid-19 no X (antigo Twitter)Autoria: Luana Chinazzo MüllerOrientação: Juremir Machado da SilvaCo-orientação: Philippe Joron (Universidade Paul Valéry Montpellier 3)PPG: Comunicação social – PUC-RS DISSERTAÇÃO Título: Comunicar para resistir e existir: de rádio cipó à Rede de Radiofonia Indígena no Rio Negro – AmazonasAutoria: Raimundo Miguel BenjaminOrientação: Ivana Bentes OliveiraPPG: Comunicação social e cultura – UFRJ Título: Dilemas éticos de jornalistas brasileiros no jornalismo metrificadoAutoria: Marcel Hartmann PrestesOrientação: Thaís Helena FurtadoPPG: Comunicação – UFRGS Título: Dos painéis ao jornalismo de dados pandêmico: análise de conteúdo sobre a cobertura da Covid-19 no BrasilAutoria: André Gonçalves da Silva BezerraOrientação: Pâmela Araujo PintoPPG: Informação e comunicação em saúde – Fiocruz Título: O cinematógrafo em Santa Catarina 1897 – 1911Autoria: Bernardo SchmittOrientação: Fabián Rodrigo Magioli NúñezPPG: Cinema e audiovisual – UFF Título: Manoel de Barros e o jornalismo: o poeta e a imprensa escritaAutoria: Guilherme Mazui RoeslerOrientação: Gustavo de CastroPPG: Comunicação – UnB A Diretoria da Compós parabeniza os trabalhos selecionados para a segunda fase de avaliação e agradece às comissões julgadoras da primeira fase, compostas por Alice Agnes Spíndola Mota (UFT), Ana Carolina Lima Santos (UFOP), Andre Fagundes Pase (PUC-RS), Camila Escudero (UMESP), Carlida Emerim (UFSC), Claudiane Carvalho (UFBA), Daniela Nery Bracchi (UFPE), Elaine Javorski Souza (UFMA), Fábio Raddi Uchôa (UAM), Fellipe Sá Brasileiro (UFPB), Heloísa de Araújo Duarte Valente (UNIP), Igor Sacramento (UFRJ), Katarini Miguel (UFMS), Kérley Winques (UFJF), Laura Storch (UFSM), Lívia Moreira Barroso (UFPI), Nara Lya Cabral Scabin (PUC Minas) e Renan Albuquerque (UFAM). O anúncio dos trabalhos premiados deverá ocorrer até 12 de maio de 2025.
Lista dos trabalhos aprovados – 34º Encontro Anual da Compós (2025)
GT Comunicação da Ciência e Políticas Científicas “Dr. Drauzio Varella tem a solução dos seus problemas”: mapeando anúncios fraudulentos sobre saúde na Meta. Carlos Eduardo Barros, Nicole Sanchotene, UFRJ; Débora Gomes Salles, Rose Marie Santini, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Assimetrias estruturais na circulação global do conhecimento e a soberania epistêmica em um mundo multipolar. Thaiane Moreira de Oliveira, Universidade Federal Fluminense; Francisco Paulo Jamil Marques, University of Iowa; Manuel Goyanes, Universidad Carlos III, Mohan Dutta, Massey University of New Zealand. A percepção sobre a Amazônia brasileira do ponto de vista do negacionismo internacional: uma análise do fórum r/climateskeptics no Reddit. Daphane Leilane da Silva, Bianca Maria da Silva Melo, Priscila Muniz de Medeiros, Universidade Federal de Alagoas (UFAL). “A terra não é nossa, nós somos da terra”: perspectivas contracoloniais, localizadas e interseccionais da ciência no Espaço do Conhecimento UFMG. Ana Carolyna Gonçalves; Verônica Soares da Costa, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC Minas. Mimese jornalística como estratégia comunicacional na publicidade nativa de saúde. Eliana Pegorim Abreu e Silva; Isabela Duarte Pimentel; Lorrana Melo Cordeiro, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio. A disputa discursiva sobre mineração em terras indígenas e o negacionismo ambiental no Twitter. Taiane Volcan, Universidade Federal de Pelotas. Considerações sobre os movimentos antivacina: cartografia dos conceitos e seus desdobramentos. Ronaldo Henn, Universidade do Vale do Rio dos Sinos. “É a natureza, não tem o que fazer”: como telejornais brasileiros cobriram eventos climáticos extremos em 2024. Giulia Sbaraini Fontes, INCT-DSI e Universidade de Milão, Andressa Butture Kniess (INCT-DSI), Paulo Ferracioli (Universidade de Bologna). Estratégias de comunicação nas mídias sociais: uma revisão sistemática de literatura sobre a promoção da saúde pública. Claudia Regina Ferreira, Universidade Federal do Ceará – UFC. A plataformização dos periódicos científicos na era da cultura digital. Adriana A. Oliveira, Universidade Federal de Juiz de For a – UFJF. Paradigmas científicos nas notícias da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT): uma análise da comunicação institucional em 2023. Jeferson Boldrini da Silva, UFMT/UEMT; Jociene Carla Bianchini Ferreira Pedrini, Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT Cartografando o tema da comunicação científica no catálogo de teses e dissertações da capes: um estudo sob a lupa da bibliometria. Rodrigo Paiva; Netília Silva dos Anjos Seixas, Universidade Federal do Pará – UFPA. GT Comunicação e Cidadania ALÉM DA SMART CITY: Algoritmo do Oprimido na construção da cidadania. Kenzo Soares Seto, Luana Bulcão e Raquel Paiva ECO-UFRJ – Escola de Comunidação da Universidade Federal do Rio de Janeiro CIDADANIA MIGRANTE: propostas e experiências em comunicação e saúde, Rafael Foletto, UFSM / UNIPAMPA – Universidade Federal de Santa Maria/Unipampa EM BUSCA DE UMA COMUNICAÇÃO DE DESASTRE MAIS CIDADÃ: avaliação da usabilidade de um sistema de monitoramento de informação na internet por lideranças femininas. Paola Primo, Michele Nacif Antunes, Thalita Mascarelo da Silva, Bruna Reis Ribeiro Universidade Federal do Espírito Santo e Fundação Oswaldo Cruz – UFES/Fiocruz EMERGÊNCIA CLIMÁTICA E PODER DE VOZ DE JOVENS: narrativas, desafios e potencialidades Criselli Maria Montipó e Myrian Regina Del Vecchio-Lima Universidade Federal do Paraná – UFPR CIDADANIA COMUNICATIVA NÃO CONTA CROMOSSOMOS: pessoas com síndrome de Down em interrelações com os processos comunicacionais Felipe Collar Berni e Alberto Efendy Maldonado Universidade Federal de Roraima e Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UFR/Unisinos JORNALISMO CRÍTICO-EMANCIPATÓRIO NO ANTROPOCENO: a práxis noticiosa de repórteres indígenas na Amazônia Real e Sumaúma Rafael Bellan e Esther Kerem de Oliveira Soares Universidade Federal do Espírito Santo – UFES PERSPECTIVAS DE COMUNICAÇÃO POPULAR PARA DEMOCRATIZAR A CIDADANIA CULTURAL: análise das práticas comunicacionais do programa nacional dos comitês de cultura Rafaela Zimkovicz, Alicia Felix, Brunna Vasconcellos, Camila Rezende e Giovanna Cabral Universidade Federal do Paraná – UFPR O QUE A CENSURA NÃO CORTOU: uma análise das charges do jornal Movimento em tempos de censura. Rozinaldo Antonio Miani Universidade Estadual de Londrina – UEL CIDADANIA, ARENAS DA ATENÇÃO E DISPUTAS DE PODER: visibilidade e repercussão do VOZ na esfera pública digital. Cinthya Oliveira Universidade Federal Fluminense -UFF A PRODUÇÃO DE ETNOMÍDIAS COMO PRÁTICA DECOLONIAL EDUCOMUNICATIVA: uma abordagem a partir da criação do coletivo. Nhembo’e Katu Pietra Silva Queiroz Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN ANTIFEMINISMOS E SUAS APROPRIAÇÕES MIDIÁTICAS DIGITAIS: implicações para as esferas democrática e cidadã Carla Negrim Fernandes de Paiva e Isadora da Silva Preste Universidade Estadual Paulista – UNESP REPRESENTATIVIDADE E PROTAGONISMO DE GRUPOS MENOS VISIBILIZADOS NA PRODUÇÃO DE JOGOS ELETRÔNICOS Priscila Seixas da Costa Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT-UFRJ GT Comunicação e Cultura Neofluxos comunicacionais sobre a pauta climática a partir da cop da amazônia no Instagram. Jéssica Souza e Walter Teixeira Lima Júnior, Universidade Federal do Pará “Ainda estou aqui” e o cimento social. Juremir Silva e Álvaro Nunes Laranjeira, PUCRS Bumba meu boi do maranhão, cultura ou turismo: a quem atender primeiro? Antônio Jorlan Soares de Abreu e Vinicius da Silva Coutinho, Universidade Federal do Paraná-UFPR e Universidade do Estado da Bahia-uneb Configurações do imaginário e da subjetividade na amazônia paraense urbana: Uma análise da HQ Castanha do Pará. Marcus Correa e Alda Cristina da Silva Costa, Universidade Federal do Pará O outro empoderado: Que horas ela volta, Casa grande, O som ao redor e Bacurau. Miriam de Souza Rossini e Daniel Ricardo Feix, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Universidade do Vale do Rio dos Sinos Misoginia Digital: a voz como marcador de gênero em partidas on-line. José Messias e Catherine Moura, Universidade Federal Fluminense. A circulação extracerebral do imaginário ou a nulificação do orgânico. Jose Name e Norval Baitello Junior, PUCSP. Multiculturalismo e multinaturalismo: sobre habitar o abismo do Antropoceno. Ricardo de Jesus Machado, Universidade Federal do Oeste da Bahia Narrativas autobiográficas em processos de destransição de gênero: o caso Catty Lares. Pedro Henrique Andrade, Escola Superior de Propaganda e Marketing Atrás do gol eu sigo cantando: análise discursiva dos cantos das torcidas de Grêmio e Internacional. Soraya Damasio Bertoncello, PUCRS Imagem e estigma: A Persistência da Demonização das Religiões de Matriz Africana na Mídia. Mauricio Ribeiro da
Lista de Trabalhos Submetidos ao 34º Encontro Anual da COMPÓS – 2025
O período de submissões para o 34º Encontro Anual da COMPÓS foi encerrado em 24 de fevereiro de 2025, totalizando 550 trabalhos submetidos aos 24 Grupos de Trabalho (GTs). A lista de trabalhos divulgada nesta etapa tem caráter exclusivamente informativo e não implica em aceite, tampouco confirma a adequação dos textos às normas de submissão. A conformidade com as normas será verificada na próxima fase, durante o processo de avaliação e emissão de pareceres. Ao término da avaliação, cada GT selecionará 12 trabalhos, com base no sistema double blind peer review. A lista final dos trabalhos APROVADOS será divulgada conforme o cronograma, a partir de 2 de abril de 2025. Título INTERFACES COMUNICACIONAIS: enfoques sobre a comunicação por campos vizinhos O jornalismo político opinativo de Camus e o ocaso moral europeu CÍRCULO DE BAKHTIN: sete laços de alteridade em perspectiva dialógico-comunicacional A experiência estética do documentário Chão (2019), de Camila Freitas, no contexto das produções audiovisuais do MST Por uma estética disco Sobre narrativas, jornalismo, racismo (s) e algoritimos Dimensões políticas de um fazer-sentir latino-americano na fotografia contemporânea ENTRE MORTOS (DES)IDENTIFICADOS: santos, devoções e disputas de memórias em meio à Caminhada da Seca A “CENSURA”DE VOLTA NO BRASIL? uma análise das redes discursivas dos candidatos à prefeitura da cidade de São Paulo sobre o banimento do X no Brasil Métodos Digitais e Epistemologias Emergentes no Estudo do Discurso em Plataformas A COBRA NÃO FUMOU: o esquecimento da memória brasileira nos filmes nacionais sobre a Segunda Guerra Mundial Na Comunicação, a Experiência Estética Perspectiva epistemológicas da comunicação na sociedade contemporânea Encruzilhadas fílmicas, rotas afro-atlânticas A noção de memória em Manoel de Barros TRAVESSIAS AFRODIASPÓRICAS EM TRADUÇÃO AUDIOVISUAL: A ecologia marinha reconfigurada QUAIS SÃO AS PORTAS DA DIVERSIDADE E INCLUSÃO? Uma análise das políticas de ações afirmativas de gênero nos PPG em Comunicação do Brasil O LUGAR SOCIAL DO TEA NA NARRATIVA DOS FILMES: RAIN MAN E TEMPLE GRANDIN A PEDAGOGIA DE OYÁ: mulheres negras e a desconstrução da estética das colonialidades no currículo e ensino da Comunicação Social Tecnologia e Representação Racial Moçambique e Brasil CIBER-DESAFIOS POR UMA LENTE CRÍTICA DE GÊNERO: comparação Brasil – Itália Políticas Públicas de Comunicação do Supremo Tribunal Federal: a linguagem simples como objetivo estratégico ESTRATÉGIAS DE DESINFORMAÇÃO NA CAMPANHA ELEITORAL DE 2024 EM MOÇAMBIQUE: o caso dos posts oficiais do candidato da FRELIMO no Facebook Trabalho precarizado, identidade estigmatizada: o enfrentamento às opressões pelas mulheres camelôs do Movimento Unido dos Camelôs – MUCA “MINHAS BONECAS VOU ENCONTRAR”: a amizade como um fator de modulação de cenas musicais fortalezenses a partir da Berlim Tropical O PESSOAL É POLÍTICO: as estratégias político-comunicativas da mobilização #ExposedCG PODE O CONSUMO SER CITADINO? Entre sociabilidades, mediações, órteses e próteses em Montes Claros/MG PRECISAMOS FALAR SOBRE POLARIZAÇÃO O corpo totêmico como unidade mágica: uma concretude para as noções de magificação PODE-SE EXPLICAR O JORNALISMO PELO SEU DISCURSO? Reflexões epistemológicas para uma matriz teórica do campo Mass Communication Research e o campo da comunicação no Brasil: uma influência a ser relativizada A TRANSGENERIDADE EM NOVELAS: o casamento como acontecimento discursivo em A Dona do Pedaço, Elas por Elas e Renascer STATUS ATUALIZADO DA CLASSE GERENCIAL: entre progresso e retrocesso OS 50 ANOS DE PUBLICAÇÃO DE “AN INTRODUCTION TO APPLIED SOCIOLOGY” E AS LIÇÕES PARA A PESQUISA APLICADA EM JORNALISMO O Retorno Mítico à Terra-Mãe: a comunicação simbólica com a África negra através dos ritos DEBÍ TIRAR MÁS FOTOS: BAD BUNNY E A REINVENÇÃO DA MEMÓRIA LATINO-AMERICANA COMO ATO POLÍTICO O trabalho do meme em humor anti-veg*nismo no Instagram: Reflexões sobre discurso de ódio e regulação das redes sociais A RETÓRICA DA DIFERENÇA: outsiders e a estratégia do contraste na política Análise de conteúdo do Estado Islâmico: estudo das capas da revista Dabiq (2014-2016) Notas de uma diss track sobre mulheres negras no jornalismo cultural do rap nacional O CASO PALADIN: as enchentes no Rio Grande do Sul e o peso das conspirações em mídias digitais na percepção do cotidiano de uma tragédia Censura e Liberdade de Expressão: os discursos do livro de Coriolano Fagundes O RÁDIO COMO HERÓI: desmistificando sua história Multicartografias de cenas de São Paulo e Rio de Janeiro O QUE É UM VÍDEO “SATISFATÓRIO”? Uma análise exploratória do ASMR no TikTok COMUNICAÇÃO PÚBLICA NO ÂMBITO DO CONSÓRCIO INTERESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA AMAZÔNIA: transparência e interesse público Cidadania comunicativa não conta cromossomos: pessoas com síndrome de Down em inter-relações com os processos comunicacionais NEOFLUXOS COMUNICACIONAIS SOBRE A PAUTA CLIMÁTICA A PARTIR DA COP DA AMAZÔNIA NO INSTAGRAM “Ainda estou aqui” e o cimento social Ética antirracista na pesquisa em Comunicação: reflexões iniciais sobre a dimensão racial de práticas de pesquisa DESINFORMAÇÃO EM PERSPECTIVA SEMIÓTICO-INTERACIONAL AMBIÊNCIAS HOMOSSOCIOTÉCNICAS: homossociabilidade e homofilia com espaços masculinistas online COMO AS NEWSLETTERS REFLETEM AS TEORIAS DA COMUNICAÇÃO: Uma análise de conteúdo das newsletters matinais da Folha de S. Paulo e de O Estado de S. Paulo sob as lentes de Agenda Setting e Framing TRANSPARÊNCIA EM ORGANIZAÇÕES PRIVADAS: perspectivas na comunicação DIGITALIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO POLÍTICA E PERSONALISMO ELEITORAL NO BRASIL: Análise da relação entre meios de informação e forma de escolha de candidatos nas eleições de 2024 AURA, FETICHE E MITO NA COMUNICAÇÃO DE MARCA POR UMA TEORIA DOS ARQUIVOS E REPERTÓRIOS TELEVISIVOS: Rodrigo Apresentador, memetização e normatividade queer COMUNICAÇÃO E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: Interações, Simulação e Desafios Éticos na IA Generativa UMA PROPOSTA DE ORGANIZAÇÃO DOS ELEMENTOS SIMBÓLICOS NO PODCASTING COMO LINGUAGEM Inteligência artificial e novos modelos de governança: quando algoritmos orientam os processos de tomada de decisão nas organizações Ressonanâncias Científicas na Epistemologia da Comunicação O PODCAST NAS DISSERTAÇÕES BRASILEIRAS: domínio da educação em relação aos estudos radiofônicos PLATAFORMAS DIGITAIS COMO SISTEMA DE APARELHOS E ESTRUTURAS HEGEMÔNICAS DE MEDIAÇÃO SOCIAL: Crítica a partir da hegemonia e da Economia Política da Comunicação (EPC) MEMÓRIAS, IMAGENS E AFETOS EM ARQUIVOS DE CROWDSOURCING DA PANDEMIA A TEMPORALIDADE DOS MULTIVERSOS DIGITAIS: o futuro como repetição de presentes sobrepostos O HEXÁGONO DA DESINFORMAÇÃO: análise do caso das urnas eletrônicas no sindicato de Itapeva ANITTA CONTRA O RACISMO RELIGIOSO: a materialidade comunicacional do