Compós entrevista: Naiara Silva Evangelo, menção honrosa do Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela de 2023
Hoje, continuamos a série de entrevistas com os vencedores do Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela 2023. A nossa terceira conversa é com Naiara Silva Evangelo, doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPGcom/Uerj), mestre em Comunicação pelo mesmo programa e graduada em Comunicação Social – Jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Naiara atuou como pesquisadora do laboratório de Comunicação, Entretenimento e Cognição (CiberCog) e tem entre seus temas de interesse de pesquisa as relações étnico-raciais, vigilância e cultura digital. A sua tese, intitulada “A experiência negra de ranqueamento social na Uber: uma reflexão racializada da vigilância contemporânea”, foi indicada pelo PPGCOM/Uerj aos prêmios Intercom e Capes de Teses, e recebeu a menção honrosa na categoria melhor tese no Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela 2023. Naiara foi orientada pela Prof.ª Dr.ª Fátima Regis. Compós: Essa é a pergunta que eu tenho feito para todos os vencedores do prêmio do ano passado. O que significou na sua vida, seja na sua carreira acadêmica ou profissional, ter recebido a menção honrosa de melhor tese Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela 2023? Naiara: Olha, se eu pudesse botar em uma palavra, com certeza é reconhecimento. É reconhecimento do trabalho que não é só do doutorado, né? É o trabalho de educação de uma vida inteira, que começa desde o ensino básico até o doutorado. E para mim tem um significado muito especial de ser o Prêmio Compós porque a minha tese de doutorado nasceu de um artigo que eu escrevi para a Compós quando eu estava no mestrado. No meu primeiro ano do mestrado, eu estava fazendo uma dissertação sobre outro assunto completamente diferente. Eu conhecia a Compós obviamente, mas era, enfim, é uma das organizações mais prestigiadas dentro da Comunicação. E eu falei “Bom, eu gostaria muito de participar”, mas aí me disseram “Olha, complicadíssimo, Naiara, você é mestranda, é difícil”. Mas eu falei “Queridos, desculpe, mas eu vou tentar”. E aí eu estava assistindo ou começando a assistir Black Mirror, que é uma série que eu gosto muito, tinha visto um episódio, o “Nosedive”, fiquei muito mexida com aquela lógica de ranqueamento social, que era uma coisa que ainda não estava tão difundido na nossa sociedade… Na mesma época, eu tinha visto umas matérias sobre os motoristas avaliarem os passageiros da Uber e eu fui olhar minha nota, eu falei “Gente, minha nota é 4.80 e pouco, por que que eu tenho essa nota?” E aí eu fiz essa associação, conversei com meu orientador de mestrado na época, o Robson, e ele falou “Vamos escrever esse artigo pra Compós? Tá querendo ir para Compós? Vamos escrever esse artigo!”. A gente escreveu o artigo, mandamos e o artigo foi aceito. Aí eu falei “Viu, gente, foi aceito. Significa que alguma coisa aí tem de interessante”. Ia ser um artigo para apresentar na Compós e seguir a minha vida, só que no dia que eu apresentei esse trabalho, foi no segundo dia do evento à tarde, então eu já tinha participado do primeiro dia, já tinha visto toda a movimentação. De repente, na hora que eu fui apresentar, a sala estava muito cheia e eu falei “Gente, tem aí uma coisa que despertou o interesse das pessoas, eu vou continuar com esse assunto”. Então, esse trabalho acabou virando a minha tese de doutorado por causa da movimentação da Compós: primeiro pelo aceite e segundo por ter despertado naqueles pesquisadores ali, que têm muito conhecimento, um interesse e deles dizerem que aquilo tinha um valor para a Comunicação. Então assim, começar isso dentro da Compós e terminar com essa menção honrosa de tese dentro da Compós é muito significativo, porque eu ganhei um prêmio. Quem premiou não tinha nem ideia desse processo, não tem a menor ideia de que isso aconteceu, então foi uma coincidência muito feliz. Me sinto reconhecida pela Compós duas vezes, em dois momentos, no começo e no fim. É uma alegria, uma satisfação. A trajetória é muito difícil, é muito complicado você estudar a tecnologia com recorte racial é muito, muito, muito difícil. Hoje em dia, a gente consegue encontrar diálogo, a própria Compós agora tem um grupo de recorte étnico-racial, antes não tinha. Então assim, agora tem a possibilidade de diálogo e realmente é um reconhecimento de um trabalho que tem a trajetória dentro da Compós. Compós: Sua pesquisa é sobre raça e sobre tecnologia, que, como você mesma comentou, era algo não muito comum na academia. Você já nos contou um pouco de onde veio esse tema e então nós queremos saber quais são os principais desafios de estudar raça e tecnologia hoje? O que você consegue identificar como mais difícil ou complexo ao pesquisar esse tema? Naiara: Olha, primeiro é que agora a gente está num cenário melhor, mas em 2019, quando eu decidi introduzir o recorte racial com Simone Browne, que foi a pesquisadora que me fez entender que eu precisava ter esse recorte racial, quando eu assisti uma palestra dela na UFBA… Ela tem um livro que chama Dark Matters, que ela transforma o panóptico como referência, onde os navios negreiros viram referência de vigilância, então desloca, né, o panóptico para os navios negreiros… E aquilo mexeu muito comigo. É a negritude que é referência de vigilância desde sempre. E essas nossas referências precisam ser outras e aí me deu esse start que eu precisava olhar para a tecnologia com um olhar racial. Então, o primeiro desafio voltando para sua pergunta, era não ter bibliografia lida primeiramente em português. Não tinha em português, então eu tive que fazer uma busca em inglês. Não tinha com quem dialogar sobre isso. Eu fui buscar pesquisadores fora da minha universidade e foi muito bom me sentir acolhida. Não tinha grupos de pesquisas em congressos, então a gente tem que ficar entrando em espaços e ir hackeando mesmo para poder falar. E aí, você não tinha onde publicar, né? Agora tem. Que bom que o processo aconteceu de um jeito mais imediato
Compós entrevista: Tatiana Clébicar Leite, menção honrosa do Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela de 2023
A segunda entrevista de nossa série sobre os vencedores do Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela 2023 é com Tatiana Clébicar Leite, doutora em Informação e Comunicação em Saúde pela Fiocruz e graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela PUC-Rio. Atualmente, Tatiana é professora auxiliar convidada da Licenciatura em Comunicação e Relações Públicas da Universidade dos Açores, Portugal. Também integra o grupo de pesquisa Diversidade Sexual, Cidadania e Religião, da PUC-Rio, e o projeto “Covid-19 nas mídias: em quem confiar? Narrativas, atores e polêmicas sobre a pandemia”, da Fiocruz. Com a tese “’Transver o mundo’: o Dia Nacional da Visibilidade Trans pela ótica de pessoas, campanhas e notícias”, Tatiana recebeu menção honrosa no Prêmio Compós Eduardo Peñuela e ainda o Prêmio Oswaldo Cruz de Teses na área de Ciências Humanas e Sociais e o terceiro lugar no Prêmio Intercom de Pesquisa em Comunicação. Tatiana foi orientada pela Prof.ª Dr.ª Kátia Lerner e coorientada pelo Prof. Dr. Guilherme Almeida. Compós: Eu gostaria de iniciar perguntando a você o que significou para a sua carreira acadêmica e profissional receber a menção honrosa do Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela 2023? Tatiana: Em qualquer situação, receber a menção honrosa do Prêmio Compós seria motivo de enorme alegria e orgulho. Recebê-la no primeiro encontro – após formalmente encerrada a emergência de saúde global da covid-19 e democraticamente vencidas as forças que acentuaram seus efeitos no Brasil – foi ainda mais significativo. Essa percepção foi resultado da leitura das teses das outras duas colegas contempladas. Nossos três trabalhos, que dialogaram com populações historicamente vulnerabilizadas e especialmente atacadas entre 2018 e 2022, adotaram estratégias distintas para estabelecer relações de pesquisa tão horizontais quanto possível. Para mim, o reconhecimento, que se somou ao primeiro lugar no Prêmio Fiocruz de Teses na categoria Ciências Humanas e Sociais e ao terceiro no Prêmio Intercom, chegou ao fim de um ciclo infeliz e renovou a minha aposta numa produção acadêmia construída coletivamente, de forma muito zelosa com todas as pessoas envolvidas. Do ponto de vista profissional, acredito que a chancela de três instituições ao trabalho tenha contribuído para minha inserção num novo ambiente acadêmico. Três dias após defender a tese, eu me mudei do Rio. Atualmente, atuo como docente na Universidade dos Açores, em Ponta Delgada. Compós: A sua pesquisa aborda um assunto cada vez mais necessário, que é a (in)visibilidade das pessoas trans. Você parte do reconhecimento formal desse tema, em 2004, com a instituição do Dia Nacional da Visibilidade Trans e analisa seu objeto de pesquisa por várias perspectivas. Qual é o papel da comunicação nessa história? Tatiana: A pesquisa reforçou em mim a percepção da comunicação como direito fundamental para a conquista e a manutenção de outros direitos, algo muito enfatizado na Fiocruz em relação à saúde. No caso específico da visibilidade trans no Brasil, os movimentos sociais souberam agenciar a ocupação de instâncias refratoras das suas demandas, como as campanhas produzidas pelo Governo Federal e pelos jornais. Compós: Algo muito importante, que atravessa a sua tese, é a questão do “esforço de uma comunicação horizontal”. Não é algo tão comum, pois a gente é ensinado a fazer pesquisa olhando o objeto de longe, lendo o objeto… a gente não costuma “fazer o objeto falar com a gente”. Como foi esse processo de fomentar a participação das pessoas em todas as etapas da pesquisa? Tatiana: Compreendo a sua pergunta, mas tendo a discordar ligeiramente da forma como a formulou. Tenho a sensação de que, em muitos contextos, o que há é justamente um esforço para fazer “o objeto falar” e o/a pesquisador/a escrever, analisar, concluir… É claro que essas são tarefas constitutivas da pesquisa científica, mas, como você percebeu, eu tinha uma preocupação em não me apropriar de um conhecimento construído de forma coletiva. Em alguns momentos, isso me paralisou. A Kátia Lerner, que conduziu a orientação de forma muito sensível tendo o Guilherme Almeida como coorientador, muitas vezes precisou me ajudar a, não sendo extrativista como ela dizia, encontrar o meu lugar de autora. Foi durante a etapa de transcrição das entrevistas que a ideia de colocar o trabalho sob o olhar dos/as/es participantes surgiu. Fui eu mesma quem transcrevi as entrevistas e acredito que o “contato” prolongado com as suas ideias, sentimentos, dúvidas, queixas criou essa necessidade, que foi amadurecida no processo de (co)orientação. Inicialmente, pensamos em fazer um encontro em grupo, mas poderia haver constrangimentos. Então, acabamos optando por uma rodada de apresentação individual dos resultados, seguida das conversas. Foi uma escuta reverente, mas não subserviente, que ocorreu com a maioria das pessoas entrevistadas, depois de uma nova consulta ao Comitê de Ética em Pesquisa. Compós: Qual foi o maior desafio, no seu processo de pesquisa, durante as entrevistas? E qual foi a maior conquista nessa etapa, que você considera que enriqueceu ainda mais a sua tese? Tatiana: Não sei se ocorre com você, mas custei muito a me sentir autorizada a construir uma tese que discutisse a questão trans sendo uma mulher cis. No primeiro ano do doutorado, quando já estava fazendo disciplinas específicas sobre gênero, tive a oportunidade de ter professores/as convidados/as/es trans que enfatizavam o sentimento de usurpação por parte da academia. Aquilo foi me angustiando, mas encontrei na literatura um modo de me aproximar do tema da forma como me pareceu respeitosa: os trabalhos da Linda Alcoff e da Gayatri Spivak, que tratam de relações de alteridade e assimetria em pesquisa. Além disso, trabalhando com o conceito de visibilidade a partir de Merleau-Ponty, compreendi que também fazia parte de uma dada instância para que as identidades trans fossem percebidas. A visibilidade também depende de quem vê e, nesse sentido, eu também participava do processo. Por último, percebi que focar apenas no que nos diferencia encobria o que nos aproxima. Só a partir daí foi possível construir pontes, que de alguma forma se mantêm, mesmo encerrado o trabalho. Fiquei muito feliz de contar com um participante na defesa da tese e do modo com que a maior parte celebrou as premiações que
Compós entrevista: Andrielle Cristina Moura Mendes Guilherme, autora da tese vencedora do Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela de 2023
A Compós entrevistou Andrielle Cristina Moura Mendes Guilherme, doutora e mestra em Estudos da Mídia pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos na Mídia (PPgEM) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), especialista em Gestão de Pessoas pela Universidade Potiguar e bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela UFRN. Hoje, é pesquisadora do Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia da Fiocruz e também graduanda em Pedagogia na UFRN. Andrielle é vencedora do Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela 2023. Sua tese, intitulada Comunicadoras Indígenas e a De(s)colonização das Imagens, investiga quais estratégias midiático-comunicacionais três comunicadoras indígenas brasileiras utilizam para propagar as suas ideias, que imagens elas ativam, e como essas narrativas ajudam a tensionar o imaginário social dominante sobre suas vivências. Andrielle foi orientada pelo Prof. Dr. Juciano de Sousa Lacerda. Compós: Para iniciar a nossa conversa, gostaria de perguntar a você o que significou para a sua carreira acadêmica e profissional receber o Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela 2023? Andrielle: Concorrer ao prêmio era um sonho distante. Enfrentei muitos desafios durante o doutorado e pensei em desistir da carreira de pesquisadora. Mudei de orientação na metade do doutorado e com o novo orientador recobrei a minha autonomia, elaborei um outro projeto e comecei a investigar a descolonização das imagens a partir das estratégias midiático-comunicacionais adotadas por escritoras indígenas brasileiras, tese que me rendeu o Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela 2023. Logo após receber o prêmio, fui convidada para atuar como pesquisadora do Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia da Fiocruz. Tenho sido convidada para apresentar a minha tese em diferentes disciplinas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, onde me formei, e também em outras instituições, e recebido convites para colaborar como parecerista de revistas e eventos científicos no país e dar palestras sobre os temas que pesquiso. Compós: A sua pesquisa trata de comunicadoras indígenas e suas estratégias comunicativas para denunciar o racismo, as violências e também mostrar o que é, de fato, ser indígena. Você poderia contar aos nossos leitores de onde partiu o interesse de estudar esse tema? Andrielle: Antes de mudar de orientador, eu pesquisava o apagamento, a invisibilização das mulheres na produção e reprodução de conhecimento e cultura. Não demorou muito para eu perceber que esse apagamento não se dava de forma homogênea. Os primeiros resultados que obtive apontavam que as mulheres negras e as mulheres indígenas eram ainda mais invisibilizadas. Comecei a ficar intrigada com a ausência de mulheres racializadas na bibliografia das disciplinas da universidade e com a ausência delas nas bibliotecas das escolas onde eu havia estudado. Eu comecei a ler aos quatro anos de idade e a biblioteca era o meu lugar favorito na escola, mas eu só fui me dar conta que não havia lido nenhum livro escrito por um autor, por uma autora indígena, quando comecei a observar, durante o doutorado, quais obras estavam sendo lidas no projeto Leia Mulheres em São Paulo e em Natal. O incômodo se tornou ainda mais agudo, quando certo dia, após mediar uma mesa temática sobre ecologia dos saberes na UFRN, um homem me parou antes que eu alcançasse a saída do auditório e perguntou qual era a minha etnia. Emudeci. Não tinha resposta tampouco esperava aquela pergunta. Aquele homem era o pajé do povo Potiguara de uma comunidade indígena no Rio Grande do Norte e estava no evento acompanhando o cacique, a liderança da comunidade, que estava participando da mesa. O pajé comentou que a minha ascendência indígena era muito forte e recomendou que eu procurasse os documentos dos meus antepassados a fim de identificar a qual povo eu pertencia. Voltando para casa, revisitei parte da minha história e recordei que dez anos antes desse encontro a minha mãe havia se autodeclarado indígena no censo do IBGE. Naquela época, eu acreditava que indígena era apenas quem morava na floresta, vivia da caça e da pesca e não falava português, uma visão colonialista que ainda está presente no imaginário social e midiático. Mas após aquele encontro vi que esse imaginário não condiz com a realidade; aprendi que há centenas de povos indígenas vivendo em todas as regiões do país e que há muitas pessoas como eu e minha mãe que nasceram e cresceram na cidade, mas que se reconhecem enquanto indígenas e estão tentando reestabelecer o vínculo com suas comunidades de origem. Essa percepção mudou a minha forma de enxergar o mundo e de fazer pesquisa. Compós: E como foi a escolha das protagonistas que ilustram a sua pesquisa? Andrielle: Geralmente quando perguntam como eu cheguei até os nomes de Aline Rochedo, Graça Graúna e Márcia Kambeba – autoras indígenas cujas estratégias midiático-comunicacionais eu analiso na tese –, eu costumo responder que foram elas que me encontraram primeiro. O nosso encontro foi muito orgânico. Aline Rochedo, Graça Graúna e Márcia Kambeba estão entre as autoras indígenas que mais publicam livros no Brasil e chama a atenção o número de livros publicados por elas (alguns deles autofinanciados), a variedade de temas e, especialmente, o alcance de suas obras – algumas delas difundidas internacionalmente. Os livros delas primeiro chegaram até a mim, depois eu cheguei até elas e juntas tecemos essa tese. Compós: Ao longo da sua tese, você compartilha um pouco da sua origem e suas percepções sobre a própria invisibilidade racial, algo que a conecta com o seu objeto de pesquisa. Quais foram os desafios de encarar algo tão próximo a si mesma? Andrielle: Esta pergunta é muito interessante. E é interessante porque sempre que respondo, acesso uma camada que até então estava inacessível. Como comentei, eu mudei de orientação durante o doutorado. Entre os desafios que enfrentei antes da mudança estava a dificuldade, a impossibilidade, de pensar o meu pensamento e dizer a minha palavra. O meu antigo orientador não aprovava a forma como eu escrevia, e como eu escrevia conforme eu pensava, eu não me sentia autorizada a pensar livremente. Os trechos que eu avaliava como “menos científicos”, já
Número de indicados ao Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela
O Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela deste ano recebeu 73 indicações! Foram 46 dissertações de mestrado e 27 teses de doutorado reconhecidas como as melhores de seus programas para concorrer ao prêmio que representa a excelência da produção científica na área da Comunicação. São 3 trabalhos representando a região Centro-Oeste, 4 da região Norte, 13 da região Nordeste, 16 da região Sul e 37 da região Sudeste . O estado com maior número de indicações é São Paulo, com 15 trabalhos. Os números refletem a proporção de programas associados à Compós, que conta hoje com 56 programas no total: 25 são oriundos da região Sudeste, 11 da região Sul e 11 da região Sudeste, 5 da região Centro-Oeste e 4 da região Norte. Os vencedores do Prêmio serão conhecidos no próximo Encontro Anual da Compós, realizado entre os dias 23 e 26 de julho, na UFF, Niterói/RJ. Nas próximas semanas, aqui no site e nas redes sociais, a Compós divulgará entrevistas com os vencedores e menções honrosas da última edição!
Lista dos trabalhos submetidos ao 33º Encontro da Compós – 2024
Encerrado o período de submissões em 18 de março de 2024, 554 trabalhos foram submetidos aos 24 GTs do 33º Encontro da COMPÓS. A lista de trabalhos aqui divulgada tem apenas finalidade informativa e não implica aceite nem que o texto submetido está de acordo com as normas de submissão, conferência esta que será feita na fase de avaliação e emissão de pareceres. Ao final do processo de avaliação, serão selecionados 10 trabalhos por GT, avaliados por double blind peer review. A lista de trabalhos aprovados será divulgada em 02 de maio de 2024. Título GT ESTUDOS SOBRE DESINFORMAÇÃO NO CAMPO DA COMUNICAÇÃO NO BRASIL: uma Revisão Sistemática de Literatura (2018-2023) “Comunicação da Ciência e Politicas Cientificas” NARRATIVAS DESINFORMATIVAS: O discurso antivacina no Telegram “Comunicação da Ciência e Politicas Cientificas” INVESTIMENTO EM PESQUISA, CIRCULAÇÃO INTERNACIONAL E POLÍTICAS DE AVALIAÇÃO EDUCACIONAL: Um estudo da área de Comunicação no Brasil “Comunicação da Ciência e Politicas Cientificas” “EU SOU UM PROGRAMA DE COMPUTADOR”: tensões entre imaginários, materialidades e impactos ambientais em uma entrevista com o ChatGPT “Comunicação da Ciência e Politicas Cientificas” As variáveis de engajamento do uso de LinkedIn e Instagram para a comunicação pública da ciência junto ao setor metroviário “Comunicação da Ciência e Politicas Cientificas” A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA EM SAÚDE NO BRASIL: um atravessamento midiatizado entre plataformas de redes sociais e jornais “Comunicação da Ciência e Politicas Cientificas” A CIÊNCIA E O ETHOS INFORMACIONAL: Tecnologias, colonialidade e soberania digital “Comunicação da Ciência e Politicas Cientificas” DE CIENTISTAS VISÍVEIS A INFLUENCIADORES DA CIÊNCIA: revisitando conceitos à luz da influência digital “Comunicação da Ciência e Politicas Cientificas” A SÉTIMA ARTE, O ENSINO DE CIÊNCIAS E A PESQUISA CIENTÍFICA: os estudos acadêmicos sobre o cinema no Brasil “Comunicação da Ciência e Politicas Cientificas” INTERATIVIDADE, CONFIABILIDADE E ENGAJAMENTO: revisando estudos sobre comunicação pública da ciência em redes sociais online “Comunicação da Ciência e Politicas Cientificas” UMA REDE SOCIAL PARA PESQUISADORES: um estudo sobre as práticas de publicação, metrificação e circulação da produção científica na plataforma Academia.edu “Comunicação da Ciência e Politicas Cientificas” OCA-UFF: Compartilhando a Experiência de Criação e Desenvolvimento de uma Plataforma de Comunicação em Momento de Crise “Comunicação da Ciência e Politicas Cientificas” GRUPOS ANTIVACINAS NO TELEGRAM: as características das mensagens no Brasil e nos Estados Unidos “Comunicação da Ciência e Politicas Cientificas” O NEGACIONISMO PRÉ-COVID: uma análise da narrativa jornalística científica de 2016 a 2019 “Comunicação da Ciência e Politicas Cientificas” Negacionismo Climático no Youtube: como argumentos de falsos especialistas repercutem nos comentários da audiência “Comunicação da Ciência e Politicas Cientificas” A autoridade da experiência: testemunhos e cismas sobre vacinas contra a covid-19 “Comunicação da Ciência e Politicas Cientificas” JORNALISMO DE DADOS PANDÊMICO? uma análise exploratória da cobertura da Covid-19 “Comunicação da Ciência e Politicas Cientificas” A PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM COMUNICAÇÃO um ensaio para a organização do conhecimento produzido na pós-graduação stricto-sensu através da visualização de dados e a intersecção com a Ciência Aberta “Comunicação da Ciência e Politicas Cientificas” Movimentos antivacina na contemporaneidade: deslocamentos do biopoder em tempos de Neoliberalismo e Pós-verdade “Comunicação da Ciência e Politicas Cientificas” “Ratanabá” no YouTube: desinformação, algoritmo e economia da atenção nas recomendações de vídeo “Comunicação da Ciência e Politicas Cientificas” Midiatização da ciência: assimetrias racializadas na circulação do conhecimento, redes e sociabilidades da produção científica de pesquisadores negros brasileiros “Comunicação da Ciência e Politicas Cientificas” TRANSDISCIPLINARIDADE COMUNICACIONAL: caminhos para encontros epistêmicos possíveis “Comunicação da Ciência e Politicas Cientificas” VIVÊNCIAS INTERCULTURAIS NA PRODUÇÃO AUDIOVISUAL COM ESTUDANTES INDÍGENAS “Comunicação e Cidadania” Por um giro decolonial nos Estudos de Mídia e Deficiência “Comunicação e Cidadania” Estratégias discursivas de construção de hegemonia popular: Análise do discurso político-eleitoral do movimento social coletivo CDD em Moçambique. “Comunicação e Cidadania” MÍDIA NEGRA E DEMANDAS DA SOCIEDADE: uma análise da consulta pública sobre o Plano Nacional de Comunicação Antirracista “Comunicação e Cidadania” A PANDEMIA E O REFÚGIO: um olhar para as campanhas do Ministério da Saúde e suas ausências “Comunicação e Cidadania” O QUE DEFINE O ‘ALTERNATIVO’ DO JORNALISMO ALTERNATIVO: um estudo de caso sobre a pandemia em Portugal “Comunicação e Cidadania” REDE CARIOCA DE AGRICULTURA URBANA: mudança social, comunicação e cidadania “Comunicação e Cidadania” CIDADANIA E MINERAÇÃO DE DADOS: produção de conhecimento pelas favelas do Rio de Janeiro “Comunicação e Cidadania” COMUNICAÇÃO PÚBLICA E CIDADANIA: reflexões a partir da relação entre a extensão e a interculturalidade “Comunicação e Cidadania” BAIXADA FLUMINENSE, REDES SOCIAIS E RACISMO AMBIENTAL À LUZ DA COMUNICAÇÃO COMUNITÁRIA “Comunicação e Cidadania” VOZES DA MIGRAÇÃO: ESTUDO DE CASO DO PROJETO SHARING STORIES “Comunicação e Cidadania” TECNOPOLÍTICA E AUTONOMIA MIGRANTE: perspectivas de análise de práticas ativistas “Comunicação e Cidadania” AS NOTÍCIAS DO MOVIMENTO INDÍGENA NA LUTA POR DIREITOS E CIDADANIA “Comunicação e Cidadania” PASSE O MICROFONE, NÓS IREMOS CONTAR NOSSAS HISTÓRIAS: narrativas documentais e a voz ativa em comunidades marginalizadas “Comunicação e Cidadania” Práticas de comunicação anticolonais para elaboração de um jornalismo desde as memórias e histórias de vida “Comunicação e Cidadania” POPULISMO EMPRESARIAL: Elon Musk nas lentes do populismo “Comunicação e Cidadania” A INTERSECCIONALIDADE NA COMUNICAÇÃO EM SAÚDE: mediações interseccionais para uma agenda de promoção da justiça social “Comunicação e Cidadania” PARTICIPAÇÃO CIDADÃ NAS REDES SOCIAIS: a crise do lixo em Goiânia “Comunicação e Cidadania” Criar videogame ou sobre se empoderar tecnologicamente: o projeto político pedagógico do Criar Jogos Labs “Comunicação e Cidadania” MÍDIAS SOCIAIS E (DES)INFORMAÇÃO: UM OLHAR SOBRE OS IMPACTOS DA PANDEMIA DO NOVO CORONAVÍRUS COVID-19 NA CIDADE DO LIVRO, LENÇÓIS PAULISTA / SP “Comunicação e Cidadania” A COMUNICAÇÃO PÚBLICA NOS PROCESSOS DE ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NAS UNIVERSIDADES “Comunicação e Cidadania” Jornalismo ombro a ombro: A Voz do Porto e a experiência comunitária estudantil “Comunicação e Cidadania” MACHO, MACHO MAN… I’VE GOT TO BE A MACHO!: discurso de ódio bolsonarista contra a população LGBTQIAPN+ “Comunicação e Cidadania” HUMOR E MEMES COMO UMA ESTRATEGIA FEMINISTA: Tweetando ao vivo o projeto de lei de Interrupção Voluntária da Gravidez na Argentina, 2020. “Comunicação e Cidadania” PUBLICIDADE SOCIAL NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE DO BRASIL: uma proposta de divulgação colaborativa do Ambiente Virtual de Aprendizagem do SUS (AVASUS) “Comunicação e
Diretrizes para a ética na pesquisa (FCHSSALLA)
Nesta semana, foi publicado o documento “Diretrizes para a ética na pesquisa e a integridade científica”, elaborado pelos integrantes do Grupo de Trabalho (GT) de Ética em Pesquisa do Fórum de Ciências Humanas, Sociais, Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes (FCHSSALLA). As atuais diretrizes foram revisadas após a análise das contribuições recebidas durante consulta pública, realizada entre março e julho de 2023. O texto contempla diretrizes gerais que orientem sobre os procedimentos éticos em pesquisas com seres humanos, apoiado em revisão da literatura nacional e internacional sobre ética em pesquisa e integridade; em documentos de instituições científicas e agências de fomento; em legislações e normativas adotadas no Brasil e em outros países; e, ainda, no diagnóstico da situação da avaliação ética nas diversas áreas que compõem o Fórum. O documento também versa sobre os fundamentos éticos-científicos, os princípios norteadores das pesquisas realizadas nas CHSSALLA; os direitos dos sujeitos das pesquisas; e os compromissos das pessoas que desenvolvem as pesquisas. Acesse e leia o documento aqui. __________ FCHSSALLA O Fórum de Ciências Humanas, Sociais, Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes (FCHSSALLA) foi criado em Brasília, em 11 de junho de 2013. A ética em pesquisa e a defesa de um modelo de avaliação ética específico foram as principais motivações para a criação do Fórum. O GT de Ética em Pesquisa do FCHSSALA, a partir de 2022, retomou as discussões, buscando estimular o envolvimento das associações e dar continuidade à luta pela criação de uma regulação ética da pesquisa que valorize as dimensões reflexiva e formativa.
Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela recebe indicações até 29 de fevereiro
Os Programas de Pós-Graduação em Comunicação associados à Compós devem indicar, até 29 de fevereiro (próxima quinta-feira), os melhores trabalhos defendidos em 2023 para o Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela. O prêmio tem o intuito de incentivar a qualidade da produção científica na área de Comunicação, além de fomentar a sua visibilidade. Esta é a 13ª edição da premiação. Em 2015, seu nome foi alterado a fim de homenagear Eduardo Peñuela (1933-2014), um dos fundadores da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP). Ao longo da vida, Peñuela assumiu cargos diretivos importantes para a avaliação dos Programas junto à Capes e ao CNPq, sendo essencial para o fortalecimento da área de Comunicação. Entre os quesitos para avaliação dos trabalhos estão a relevância e atualidade do tema, a logicidade da estrutura do trabalho, a pertinência e solidez do suporte teórico, o rigor metodológico, a qualidade redacional e a adequação às normas cultas da Língua Portuguesa. No caso das teses, ainda avalia-se a originalidade da proposta. Além do reconhecimento para os autores, a premiação inclui certificados, a inclusão dos trabalhos na seção Prêmio Compós em nosso site, e a publicação de e-book (para a tese) ou publicação de artigo na Revista E-Compós (para a dissertação). É fundamental que os Programas de Pós-Graduação participem, selecionando e inscrevendo as melhores teses e dissertações defendidas entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2023. O regulamento pode ser acessado em: Regulamento do Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela – COMPÓS Calendário: 21 de janeiro a 29 de fevereiro – Submissão dos trabalhos pelas coordenações do Programas (por meio de formulário a ser enviado pela Diretoria) 1º de março a 10 de maio – Primeira fase de avaliação 14 de maio – Anúncio dos finalistas 14 de maio a 14 de junho – Segunda fase de avaliação 15 de junho – Anúncio dos premiados A entrega dos prêmios acontecerá na 33ª Reunião Anual da Compós, a ser realizada entre 23 e 26 de julho de 2024, na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói/RJ.
Estão abertas as inscrições e a chamada de trabalhos para o 33º Encontro Anual da COMPÓS
Link para submissão: https://app.ciente.studio/compos2024/submissions(é necessário pré-inscrição no sistema para submissão de trabalho ao evento) CHAMADA DE TRABALHOS – COMPÓS 2024 O 33° Encontro Anual da COMPÓS ocorrerá de 23 a 26 de julho de 2024, de forma presencial, na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói-RJ. Para o Encontro Anual de 2024, os 24 GTs da Compós receberão trabalhos de 15 de dezembro de 2023 a 18 de março de 2024. O evento vai ocorrer na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, de 23 a 26 de julho de 2024, na modalidade presencial. Para submeter trabalhos, os autores deverão observar as ementas dos GTs disponíveis na página da Compós e utilizar o template do evento. Todas as informações estão disponíveis no site oficial do evento: www.compos2024.softaliza.com.br e no site da Compós: www.compos.org.br As submissões deverão ser realizadas a partir do link: https://app.ciente.studio/compos2024/submissions CRONOGRAMA Envio de trabalhos para os GTs: de 15 de dezembro de 2023 a 18 de março de 2024. (www.app.ciente.studio/compos2024) Os pareceres serão realizados no período de 21/03/2024 até 22/04/2024. Coordenadores dos GTs terão até o dia 30/04/2023 para completar os aceites no sistema. Serão selecionados 10 (dez) trabalhos por GT. A lista de trabalhos aprovados será divulgada no site da Compós e no site do evento em 02/05/2024. A programação dos GTs (com os respectivos relatores dos artigos) deverá ser enviada para a vice-presidência e para os participantes do GT por cada coordenador(a) até 10/05/2024. Os (as) relatores(as) dos artigos devem enviar os respectivos relatos para o/a coordenador(a) do GT até 17/06/2024. O/A coordenador(a) enviará aos participantes os relatos de acordo com as normas de cada GT. Regras Gerais de Submissão: Para submeter artigo, é necessário que ele tenha, no máximo, 55.000 caracteres, com espaços, incluídos: título, resumo, abstract, notas de rodapé, palavras-chave e referências bibliográficas. Os artigos submetidos deverão, obrigatoriamente, seguir o template do evento, disponível na página de submissão. Resumo e Abstract devem ter, no máximo, 1000 caracteres cada. Os textos devem incluir título e resumo em inglês. Imagens devem ser formatadas em JPG e inseridas no próprio arquivo do trabalho. Os artigos devem ser submetidos em dois arquivos PDF: Os artigos devem ser inéditos e não poderão ter sido publicados em qualquer forma, de acordo com o regramento dos GTs (item V). Cada participante poderá submeter apenas um trabalho, seja como autor(a) OU como coautor(a). Poderão ser submetidos trabalhos em outros idiomas, desde que acordado com o/a coordenador(a) do GT (confira a lista dos coordenadores e seus e-mails em https://compos.org.br/gts/). A inobservância do regramento poderá acarretar recusa da submissão. O link para submissão: https://app.ciente.studio/compos2024/submissions
COMPÓS divulga relatório e prestação de contas do I Workshop sobre Regulação de Plataformas Digitais
A Diretoria da COMPÓS (biênio 2023-2025) tornou públicos o relatório e a prestação de contas referentes à realização do I Workshop da área de Comunicação e Informação sobre Regulação de Plataformas Digitais. O evento, realizado nos dias 21 e 22 de junho de 2023, contou com o apoio do COMITÊ GESTOR DA INTERNET NO BRASIL-CGI.br, através do NÚCLEO DE INFORMAÇÃO E COORDENAÇÃO DO PONTO BR –NIC.br, registrado em contrato, assinado em 2 de junho de 2023, com a ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO, resolução CGi.br/2023-07. Como um dos resultados do evento, o documento “Regular é Garantir Direitos e Democracia” recebeu a adesão e assinaturas de 45 entidades acadêmicas e científicas e de 90 pesquisadores da área. Clique aqui para acessar o relatório na íntegra. A prestação de contas com o recibo das compras de passagens para o evento pode ser conferida neste outro link.
Nota de Repúdio
O Grupo de Trabalho Comunicação, Gêneros e Sexualidades, da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, juntamente com esta associação, manifestam, através desta nota, seu repúdio às declarações LGBTQIAPNfóbicas do pastor André Valadão. No último domingo, dia 02 de julho, o pastor utilizou o momento de pregação, em um culto nos Estados Unidos da América, para proferir discurso de ódio contra a comunidade LGBTQIAPN+. O comportamento do pastor caracteriza uma incitação à ação criminosa, uma violação dos direitos humanos e direitos fundamentais dessa parcela da população, um reforço das práticas de violência e estigmatização sofridas pelas pessoas LGBTQIAPN+. O pastor ataca recorrentemente a população LGBTQIAPN+, proferindo falas que favorecem a ampliação da hostilidade e do preconceito contra essas pessoas. Por tudo isso, este GT e a COMPÓS repudiam veementemente a declaração de André Valadão e esperam que as medidas cabíveis sejam tomadas pelas autoridades competentes. Reafirmamos nosso compromisso com a promoção da igualdade e da dignidade, do respeito e da inclusão de todas as pessoas, independentemente de sua orientação sexual, identidade ou expressão de gênero. 11 de Julho de 2023. Grupo de Trabalho Comunicação, Gêneros e SexualidadesDiretoria da Compós Biênio 2021-2023Diretoria da Compós Biênio 2023-2025