Conselho elege diretoria para o biênio 2023/2025

Em reunião extraordinária realizada nesta sexta-feira, 7 /7, o Conselho da COMPÓS elegeu, por aclamação, a nova diretoria responsável por conduzir a Associação no biênio 2023/2025, formada por Mozahir Salomão Bruck (PUC Minas), como presidente, Valquíria Michela John (UFPR), vice-presidenta, Vilso Júnior Chierentin Santi (UFRR), secretário-geral, Danilo Rothberg (UNESP), diretor científico, e Juliana Fernandes Teixeira (UFPI e UFC), tesoureira. A Comissão Eleitoral foi formada por Igor Sacramento (FIOCRUZ), presidente, Michele Goulart Masuchin (UFPR) e Pablo Nabarrete Bastos (UFF – Mídia e Cotidiano). A posse da nova diretoria se deu ao final da reunião.

Aberto oficialmente o 32º Encontro da COMPÓS

Nesta segunda-feira, 4/7, foi aberto oficialmente o 32º Encontro Anual da COMPÓS, na Escola de Comunicações e Artes da USP. A solenidade foi marcada pela emoção, na homenagem aos docentes e pesquisadores que nos deixaram entre 2020 e 2023 – Alexandre Rocha da Silva (UFRGS, agosto/2021), Anibal Bragança (UFF, fevereiro/2022), Arlindo Machado (USP, julho/2020), Ciro Marcondes Filho (USP, novembro/2020), Luiz Gonzaga F. Mota (UnB, junho/2023), Flávio Porcello (UFRGS, novembro/2021), Gilmar de Carvalho (UFC, abril/2021), Maria Aparecida Baccega (ESPM/ USP,  janeiro/2020), Mauricio Lissovsky (UFRJ, agosto/2022), Nilson Lage (UFSC, agosto/2021), Victor Aquino Gomes Correa (USP, dezembro de 2020) , seguida de recital da cantora Camilla Liberali e da violonista Kely Guimarães. A conferência de abertura foi realizada pela professora Paola Ricaurte-Quijano, do Instituto Tecnológico de Monterrey, com o tema “Comunicação e rupturas ontológicas na sociedade algorítmica: a luta para reparar o sentido do comum”. Outro momento marcante foi a entrega do Prêmio COMPÓS de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela Canizal 2023.

32º Encontro Anual da COMPÓS iniciou nesta segunda-feira, 3/7, com minicursos e mesa redonda

As atividades do 32º Encontro da COMPÓS iniciaram nesta segunda-feira, dia 3/7, na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), com minicursos durante o dia e com a mesa redonda “Comunicação e Tecnologia: impactos na sociedade contemporânea”, mediada pela professora Clotilde Perez, com a participação dos professores Massimo Leone (Universidade de Turim), Giselle Beiguelman (FAU/USP) e Renato Ortiz (UNICAMP). A mesa redonda pode ser vista na íntegra desde o canal da ECA/USP no Youtube: A abertura oficial do evento será na noite desta terça-feira, dia 4/7. A mesa de abertura e a conferência com a professora Paola Ricaurte (ITESM-México) também serão transmitidas pelo Youtube. Nos dias 5 e 6 de julho, acontecem as reuniões dos GTs da COMPÓS. A programação oficial – com sugestões de hospedagem, de alimentação, um guia cultural e mapas de localização – pode ser acessada pelo site oficial do evento: https://compos2023.eca.usp.br Os certificados de participação como ouvintes serão enviados a partir do dia 8 de julho. Os referentes a apresentação de trabalhos, minicursos e relatoria estarão disponíveis 10 dias após o final do evento.

Documento final do I Workshop da área de Comunicação e Informação sobre Regulação de Plataformas Digitais defende que “regular é garantir direitos e democracia”

Nos dias 21 e 22 de junho de 2023, pesquisadores de todo o País estiveram reunidos em São Paulo no  I Workshop da área de Comunicação e Informação sobre Regulação de Plataformas Digitais, organizado pela COMPÓS e pela RNCD (Rede Nacional de Combate à Desinformação), com patrocínio do CGI.br (Comitê Gestor de Internet) e apoio do PPGCOM da ECA/USP,  do coletivo Intervozes e da ANCIB. O evento contou com mesas de debate sobre regulação das plataformas digitais no Brasil e processos de regulação na UE, AL e Brasil e grupos de trabalho sobre caminhos para o enfrentamento à desinformação, regulação sobre responsabilização e outras obrigações das plataformas digitais e desafios regulatórios frente ao modelo de negócio das plataformas. Das discussões, resultou o documento final intitulado “Regular é garantir direitos e democracia”, que ainda está aberto a adesões de associações e entidades da área. Documento final resultado do I Workshop da área de Comunicação e Informação sobre Regulação de Plataformas Digitais  Regular é garantir direitos e democracia Diagnóstico A regulação da comunicação é uma reivindicação histórica da sociedade brasileira, atualizada no contexto de ascensão das plataformas digitais. Entre os principais pontos a serem observados em termos da necessária e urgente regulação das plataformas de comunicação está a dimensão do modelo de negócio com o qual elas atuam. O modo de atuação das plataformas se define, prevalentemente, a partir de complexas ativações tecnológicas que resultam na transformação das mais diversas atividades humanas em dados, processados por sistemas algorítmicos e transformados em produtos negociados no mercado publicitário, a exemplo da mídia programática. Como mencionado no Manifesto Regula Já, essas corporações “extraem a produção de conteúdo de seus usuários como produto a ser organizado e ofertado em fluxo de dados”. Assim, elas organizam a circulação dos conteúdos, interferindo diretamente no debate público. Por isso, é preocupante e agudo o processo de concentração nos modos de atuação comercial e da oferta de serviços dessas empresas. Se, por um lado, os dados gerais como hábitos de consumo e mesmo da vida social dos usuários são expostos, por outro, esses modos de atuação fazem com que os usuários se tornem cada vez mais reféns desses gigantes grupos transnacionais. Some-se a essa opacidade dos negócios das plataformas, a intocabilidade em termos não apenas de regulação, mas de outros privilégios que vão desde a apropriação não remunerada de conteúdos produzidos por terceiros – como os conteúdos jornalísticos -, passando pela questão da precarização do trabalho, à falta de clareza sobre os métodos e critérios de precificação de seus serviços e produtos e, principalmente, na necessária revisão das lacunas de tributação de bilionários lucros que obtêm. Subordinadas à lógica do capital financeiro, as plataformas concentram riquezas nas mãos de poucas corporações dos Estados Unidos, gerando enorme desigualdade entre os países e afetando a soberania das nações. Combinando disponibilidade de recursos e controle de dados, elas têm se expandido para os mais diversos setores, passando a controlar das infraestruturas às aplicações. O modelo de negócios das plataformas digitais traz outras consequências danosas à sociedade, pois corrobora com a ação de grupos interessados na desinformação sistêmica que circula nas redes sociais e por aplicativos de mensageria. A desinformação causa desentendimento político, desestabilização institucional e um cenário de ampla circulação de desinformação, que tem levado à hesitação vacinal, entre outros riscos e danos à saúde e à integridade física de jovens, crianças e pessoas vulneráveis. A desinformação se investe de discurso de ódio que convoca afetos negativos, aciona o racismo, a xenofobia, a homofobia e a transfobia, o machismo e a misoginia e tem provocado violência simbólica, em muitos casos concretizada em violência física, assassinatos, feminicídios, dentre outras. Isso fere, expressamente, as minorias sociais, tais como mulheres, negros, indígenas e populações LGBTQIAP+ que são justamente as populações mais propensas a terem seus direitos humanos violados, não somente o direito à informação. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que o homicídio de pessoas negras cresceu 7,5% em 2021. Na mesma medida, a mesma pesquisa mostrou que o feminicídio cresceu, no país, 5% no ano de 2022 em relação à 2021 – Desse total, 62% são mulheres negras. Ainda em 2022, o Brasil registrou 256 mortes violentas à população LGBTQIAP+. A cada 34 horas, uma pessoa LGBTQIAP+ morre de forma violenta. A desinformação também tem sido protagonista da destruição ambiental em nosso país. A divulgação recente da crise do povo Yanomami, assim como, o avanço do desmatamento da Amazônia legal reflete ações no território que muitas vezes são comandadas e orquestradas a partir de estratégias comunicativas que se estruturam em redes sociais e aplicativos de mensageria.Esse tipo de conteúdo espalha mentiras utilizando-se de estética e de composições discursivas que simulam práticas jornalísticas. Desse modo, o jornalismo é outra vítima do fenômeno desinformacional, sofre ataques diretos a seus valores e à sua reputação.A integridade informacional (ONU, 2023) e a concretização de uma convivência digital saudável perpassam muitos ambientes e iniciativas públicas e privadas e pressupõem que todos os atores envolvidos sejam responsáveis. Os problemas que temos vivenciado, a crescente intervenção das grandes plataformas digitais no debate público, a falta de celeridade e descumprimento do que determinam em seus termos de serviço e políticas de privacidade sinalizam que a autorregularão praticada até o momento não é suficiente para promover um ambiente democrático no Brasil. Diante disso, diferentes setores da sociedade reivindicam uma regulação pública democrática como avanço a um ambiente digital mais saudável que proteja cidadãos e assegure autonomia e direitos aos usuários. Este debate não é uma particularidade do país. Diferentes países da Europa, Canadá, por exemplo, já avançaram em modelos regulatórios. Atualmente, está em curso um avançado debate no Congresso Nacional, em torno do Projeto de Lei 2.630, que traz elementos centrais para o início de uma regulação como responsabilização e transparência. A definição de uma regulação pública democrática, portanto, deve considerar o acúmulo de debate ao longo de mais de três anos para a constituição do texto a ser votado, mas também com a sociedade e academia. Experiências exitosas que mostram que

I Workshop da Área de Comunicação e Informação sobre Regulação de Empresas de Plataformas de Comunicação

Organizado pela COMPÓS e pela RNCD (Rede Nacional de Combate à Desinformação), com patrocínio do CGI (Comitê Gestor de Internet) e apoio do PPGCOM da ECA/USP e do coletivo Intervozes, realiza-se nos dias 21 e 22 de junho de 2023, na modalidade presencial, o I WORKSHOP DA ÁREA DE COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO SOBRE REGULAÇÃO DE EMPRESAS DE PLATAFORMAS DE COMUNICAÇÃO. O objetivo é reunir representantes das associações científicas da área de Comunicação e Informação e pesquisadores para debater e produzir consensos e sínteses que possam orientar a atuação acadêmica e cidadã nas diferentes instituições nas quais participamos. O evento dá continuidade à articulação entre as entidades da área que resultou no manifesto Regula Já, em defesa da regulação das plataformas de comunicação. É também uma iniciativa que busca avançar nas articulações em torno do Projeto de Lei 2630, ainda em tramitação no Congresso Nacional. Confira aqui a Programação completa do evento e faça já sua inscrição por meio deste formulário eletrônico (ENCERRADO). Transmissão pelo canal da ECA-USP no Youtube: https://www.youtube.com/ecauspoficial

Nota de Pesar – professor Luiz Gonzaga F. Motta

A Diretoria da COMPÓS manifesta seu profundo pesar e consternação pelo falecimento do professor Luiz Gonzaga Figueiredo Motta, professor titular aposentado do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade de Brasília. Doutor em Comunicação de Massa pela University of Wisconsin – Madison, o professor Gonzaga Motta atuou no PPG em Comunicação da UnB e foi professor visitante na UFSC. Atuou como assessor internacional em projetos de comunicação para o desenvolvimento, como consultor do UNICEF e da ANDI. Foi Secretário Nacional de Cultura do Ministério da Cultura e Secretário de Estado da Comunicação do GDF. Foi editor da revista “Brazilian Journalism Research” e do observatório de mídia “Mídia&Política”. Atuou ainda como secretário de comunicação da Universidade de Brasília, onde fundou e editou a revista de divulgação científica e cultural Darcy, da UnB. Nossos sentimentos a familiares, amigos e colegas, especialmente docentes e discentes do PPG em Comunicação da UnB. Roseli, Raquel, João, Rafael e Camilla

Vencedores do Prêmio COMPÓS de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela – 2023

A Diretoria da COMPÓS tem a alegria de anunciar os trabalhos vencedores do Prêmio COMPÓS de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela – 2023. TESE VENCEDORA Tese: Comunicadoras Indígenas e a De(s)colonização das ImagensAutora: Andrielle Cristina Moura Mendes GuilhermeInstituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)Orientador: Juciano de Sousa Lacerda MENÇÕES HONROSAS Tese: A experiência negra de ranqueamento social na Uber: uma reflexão racializada da vigilância contemporâneaAutora: Naiara Silva EvangeloInstituição: Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)Orientadora: Fátima Regis Tese: ‘Transver o mundo’: o Dia Nacional da Visibilidade Trans pela ótica de pessoas, campanhas e notíciasAutora: Tatiana Clébicar LeiteInstituição: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)Orientadora: Kátia Lerner A comissão de teses foi composta, em ordem alfabética, por: Dione Moura (UnB), Gabriela Almeida (ESPM), Graciela Natansohn (UFBA), Lara Satler (UFG), Marcos Dantas (UFRJ), Pablo Moreno Fernandes Viana (UFMG), Rosane Steinbrenner (UFPA), Thiago Soares (UFPE) e Valquíria John (UFPR). DISSERTAÇÃO VENCEDORA Dissertação: O comprimento do desejo: cabelos longos e as performances negras do feminino Autora:  Gabriela Isaias de SousaInstituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)Orientador: Muniz Sodré MENÇÕES HONROSAS Dissertação: Wakanda Forever: reivindicações de afrofuturos em torno do Pantera Negra Chadwick BosemanAutora: Alexandre Souza da SilvaInstituição: Universidade Federal da Bahia (UFBA)Orientadora: Juliana Freire Gutmann Dissertação: Proposta de plataforma digital para o enfrentamento ao trabalho escravo contemporâneo no MaranhãoAutora: Jeyciane Elizabeth Sá SantosInstituição: Universidade Federal do Maranhão (UFMA), campus Sao Luis (Mestrado Profissional em Comunicação)Orientadora: Flávia de Almeida Moura A comissão de dissertações foi composta, em ordem alfabética, por: Bruna Aucar (PUC-RJ), Bruno Araújo (UFMT), Deivison Campos (PUC-RS), Janaine Aires (UFRN), José Tarcísio Oliveira Filho (UFRR), Kizi Mendonça de Araújo (Fiocruz), Larissa Pelúcio (UNESP), Nilsângela Cardoso (UFPI) e Rafael Bellan (UFES). Parabenizamos às vencedoras – autoras, instituições, orientadoras e todos os envolvidos. Agradecemos muito também as comissões do Prêmio por todo o trabalho realizado.  A cerimônia de premiação acontecerá no Encontro Anual da COMPÓS 2023, em São Paulo, no dia 4 de junho (terca-feira) às 18h30. A programação geral do Encontro está no site do evento. Rafael GrohmannPresidente do Prêmio COMPÓS de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela – 2023Diretoria Científica – COMPÓS

FCHSSALLA realiza segunda live sobre a Consulta Pública do documento “Diretrizes para ética em pesquisa e a integridade científica”

O Fórum das Ciências Humanas, Sociais, Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes (FCHSSALLA) realiza nesta terça-feira, 16/5, a segunda live sobre a Consulta Pública do documento “Diretrizes para ética em pesquisa e a integridade científica”, com a participação de Carla Simone Rodeghero – UFRGS, Rogério Christofoletti – UFSC e COMPÓS, Jefferson Mainardes – UEPG, Erimaldo Matias Nicacio – UFRJ. O debate pode ser assistido ao vivo pelo Canal do Fórum no Youtube, por este link: https://www.youtube.com/watch?v=SOAdACyf2LA A ética em pesquisa com seres humanos mobilizou 56 entidades ligadas ao campo acadêmico/científico brasileiro na formulação de diretrizes específicas. O documento proposto pelo FCHSSALLA está disponível para consulta pública e considerações de pesquisadores/as, programas, conselhos e grupos de pesquisa. As contribuições da comunidade científica podem ser inseridas em um formulário online até 1º de julho de 2023. Link: https://shre.ink/kYim Fale conosco: eticaconsulta2023@gmail.com

Entidades científicas lançam manifesto em defesa da regulação das plataformas de Comunicação

Produzido pela COMPÓS, pela ANCIB e pela INTERCOM, e assinado pelas entidades científicas da área de Comunicação, foi lançado o Manifesto em Defesa da Regulação das Plataformas de Comunicação. É urgente a regulação das empresas de plataformas de comunicação! A regulação democrática das empresas de plataformas de comunicação, a exemplo de Alphabet, Meta, TikTok/ByteDance, Telegram entre outras, é uma medida urgente e necessária para assegurar a liberdade de expressão cidadã. A liberdade foi privatizada por esses grupos empresariais que monopolizam o fluxo de informação no mundo. Para o Brasil se tornar uma democracia de fato, é preciso garantir sua soberania informacional. A internet, em vez de um espaço amplo e democrático, tornou-se gradualmente um espaço privatizado e monopolizado pelas formas de negócio dessas e de outras plataformas. A finalidade dessas empresas é atuar como meio de comunicação. Elas extraem a produção de conteúdo de seus usuários como produto a ser organizado e ofertado em fluxo de dados. Esses dados são extraídos dos conteúdos produzidos e também das identidades dos usuários (chamados metadados). Essas informações são processadas e vendidas em lotes para o mercado publicitário (publicidade programática). Dessa maneira, quanto mais um conteúdo se expande na rede, mais atenção ele alcança, e, portanto, mais dados são coletados, maior é a lucratividade. É preciso ressaltar que os dados coletados não compõem apenas lotes de perfis anônimos, produzem, sobretudo, perfis individualizados, cujos cidadãos são localizáveis e identificáveis, inclusive, com suas preferências culturais, políticas e apegos emocionais. As denúncias sobre as campanhas eleitorais de Trump e Bolsonaro demonstraram essas funcionalidades. Além da negociação dos dados em circulação, as empresas de plataformas de comunicação lucram com o volume de circulação. Acontece que esse volume de circulação não se dá de forma espontânea como somos levados a imaginar. Pagar para impulsionar é uma prática que pode ser direta, comprada na própria empresa, ou de forma indireta, por meio de impulsionamento artificial – seja por robôs, seja por cliques feitos por humanos (as fazendas de cliques). É assim que cenas de ataques a crianças são viralizadas. É assim que o incentivo ao uso de armas cresce. É assim que as Fake News ganham credibilidade. Essas operações das plataformas são a origem da expansão da desinformação e de discursos de ódio. Os discursos que atacam o fundamento da cidadania e da democracia têm, portanto, como fábrica, agentes interessados que pagam pelo impulsionamento nas formas aqui explicadas, mas, só ganham a expansão e dimensão que têm por causa desse funcionamento das plataformas. Os termos de uso dessas empresas de plataformas de comunicação impedem qualquer reclamação do usuário em relação ao funcionamento do respectivo negócio. Esses termos de uso colocam em xeque inclusive a Constituição Nacional. A soberania nacional, a propriedade dos dados e a liberdade de expressão dos cidadãos estão nas mãos desses termos de uso. Regular, portanto, é garantir que o cidadão tenha direitos sobre os seus dados, sem perder o direito de uso das tecnologias hoje tão necessárias para a nossa vida cotidiana. ● Regular é garantir o direito à liberdade de expressão. ● Regular é garantir a internet como espaço mais seguro para a comunicação entre os cidadãos, para o trabalho e para os negócios. ● Regular é um primeiro passo para o Brasil pensar em sua soberania tecnológica. ● Precisamos de um órgão autônomo e independente – de governo e das empresas de plataformas – que seja capaz de aplicar a necessária legislação regulatória. #RegulaJá Assinam: